Controle de doenças e pragas em feijão comum

Material produzido pela Rádio Rural Internacional em 28 de janeiro de 2017, como parte do pacote de informações n° 105.

Original em inglês disponível em: http://scripts.farmradio.fm/radio-resource-packs/105-farm-radio-resource-pack/managing-diseases-pests-common-beans/.


Observações para as emissoras:

Este roteiro reúne a experiência dos agricultores que cultivam feijão no centro de Uganda.

O cultivo de feijão possui muitos benefícios, que incluem:

Nutrição e segurança alimentar: o feijão comum contém muitas proteínas, micronutrientes como ferro e zinco e é rico em vitaminas. As folhas jovens e os grãos são comestíveis. O ugandense come, em média, até 19 kg de feijão por ano.

Sustento: existe um mercado pronto para feijão comum em Uganda e nos países vizinhos.

Benefícios para o solo: o feijão comum é uma boa fonte de nitrogênio para o solo devido à sua capacidade de fixar nitrogênio do ar. Deixar as raízes no solo após a colheita resulta em 20-60 kg adicionais de nitrogênio por hectare no solo, que são disponíveis para a safra seguinte. Isso é equivalente a ¾-2 sacos de ureia e pode fornecer à safra seguinte um incentivo muito bom. Como safra de cobertura, o feijão comum pode ajudar a evitar a erosão do solo.

Rendimento: com boas práticas agrícolas, incluindo boa preparação do solo, utilizando fertilizantes se necessário, utilizando boas sementes e plantando as sementes a 30-kg/acre, feijão comum pode gerar mais de 800 kg/acre.

O foco principal deste roteiro é a administração das pragas e doenças em feijão e também cobre práticas agrícolas que são específicas para o feijão.

Você poderá utilizar este roteiro como inspiração para pesquisar e escrever um roteiro sobre formas comprovadas de combate às pragas e doenças no feijão e outros produtos na sua região. Ou você poderá decidir produzir este roteiro na sua emissora, usando radioatores para representar as pessoas. Se o fizer, não se esqueça de dizer aos seus ouvintes no início do programa que as vozes são de atores e não das pessoas originalmente envolvidas nas entrevistas.

Se você decidir usar este roteiro como material de base ou como inspiração para criar o seu próprio programa, poderá considerar as seguintes questões:

  • Quais são as pragas e doenças mais comuns do feijão na sua região? O que os agricultores podem fazer para controlá-las e reduzir o danos causados? Além de usar pesticidas, quais métodos são disponíveis para controlar pragas e doenças?
  • Existem variedades de feijão resistentes? Se houver, os agricultores têm acesso a elas? Quais têm sido os resultados quando os agricultores as plantam? Converse com agricultores homens e mulheres.

Além de falar diretamente com os agricultores e outros participantes importantes do setor agrícola local, você poderá também usar essas questões como base para um segmento de chamadas telefônicas ou mensagens de texto no seu programa agrícola regular. Você poderá também convidar os agricultores e outros participantes para um painel de discussão no estúdio. O painel poderá também ter lugar in loco, em uma aldeia.

O tempo estimado de condução deste roteiro, incluindo a introdução e o encerramento, é de cerca de vinte minutos.


Roteiro:

Apresentador: Olá, ouvinte, e bem-vindo ao programa de hoje. Meu nome é _______. Hoje vamos falar sobre o controle de pragas e doenças no feijão.

Não há dúvida de que o feijão é um dos alimentos básicos mais importantes em Uganda. Algumas famílias comem feijão no almoço e no jantar, quase todos os dias do ano. As estações vêm e vão e o feijão está na lista de plantio de todos os agricultores. Acho que é seguro afirmar que quase não há nenhum alimento neste país que nos forneça mais proteína. Por isso, é realmente importante que encontremos formas de controlar pragas e doenças que atacam o feijão.

Visitei alguns produtores de feijão no novo distrito de Kyotera, a trinta quilômetros de Masaka, para aprender sobre o controle de pragas e doenças. O primeiro agricultor que encontrei foi Katambala Aloysius, de 24 anos, que mora na aldeia de Nsege, no subcondado de Lwankoni.

Vinheta de abertura sobe e desce

Motocicleta aproxima-se e para

Apresentador: Olá, o sr. é o Sr. Katambala?

Aloysius Katambala: Sou, sim. E você deve ser o apresentador da emissora de rádio?

Apresentador: Sou, sim.

Obs.: eles trocam saudações culturais.

Katambala: Seja bem-vindo!

Apresentador: Estou feliz por estar aqui, depois de encontrar a sua casa.

Katambala: O prazer é meu. Quem sou eu para falar no rádio? (risos).

Apresentador: (ri) Tudo bem, vamos direto ao assunto. Estou aqui para aprender um pouco com o sr. sobre o cultivo de feijão, principalmente sobre o controle de pragas e doenças. Minha primeira pergunta é: quais são as pragas e doenças mais comuns que atacam o feijão nesta região?

Katambala: A antracnose do feijão é a doença mais perigosa do feijão.

Apresentador: Por que o sr. diz isso?

Katambala: Porque é desconhecida de muitos agricultores. A maior parte dos agricultores observa os sintomas da doença e acha que as chuvas fortes estão matando o seu feijão.

Apresentador: Por que eles acham que as chuvas fortes causam a doença?

Katambala: Por causa da umidade. Quando chove demais, o feijão tende a crescer com uma copa espessa. Isso aumenta a umidade constante, pois o calor do sol deixa de secar a umidade sob a copa por longos períodos de tempo.

Apresentador: Mas a umidade não é boa para o crescimento da planta?

Katambala: É, mas umidade demais causa o crescimento de fungos sobre as plantas de feijão. E alguns desses fungos causam antracnose do feijão.

Apresentador: É possível ter antracnose no jardim e não saber?

Katambala: Se você não tomar cuidado, poderá não ver até que seja tarde demais. Se ela se esconder nas partes com mais sombra e mais escuras do jardim, ela causa danos sob a cobertura das folhas.

Apresentador: Então, quando você olha sob a copa espessa de folhas, o que pode ver para saber se o seu jardim foi atacado?

Katambala: A antracnose ataca as vagens. Você pode ver pontos pretos sobre as vagens e eles ficarão cheios de água. Muitos agricultores acham que as chuvas fortes encheram as vagens. Mas não culpe a chuva; é uma doença e você pode lutar contra ela.

Apresentador: Como os agricultores podem combater essa doença?

Katambala: A melhor forma é pulverizar o jardim imediatamente após o surgimento das vagens, especialmente quando as chuvas forem fortes ou se a retirada das ervas for tardia. Não retirar as ervas a tempo pode também aumentar as chances de surgimento dessa doença.

Apresentador: Acho que isso acontece porque grande quantidade de ervas aumenta a umidade do jardim?

Katambala: Isso mesmo!

Apresentador: Então, pulverizar imediatamente após o surgimento das vagens evita que a doença apareça?

Katambala: Sim.

Apresentador: E quando é o tempo certo para retirar as ervas?

Katambala: Duas semanas depois do plantio. Ou três semanas, se não houver muitas ervas.

Apresentador: Você falou sobre pulverização pouco depois do surgimento das vagens para evitar a antracnose. E para os agricultores cujo jardim já está mostrando sintomas? O que esse fazendeiro deve fazer?

Katambala: Você pode ainda usar o “remédio” depois de ver os sintomas. Dependendo da seriedade do problema, você pode pulverizar uma ou duas vezes, com sete dias entre as aplicações.

Apresentador: Isso ajuda?

Katambala: Pelo menos você consegue colher alguma coisa da sua plantação. Assim, a doença não ataca todas as vagens.

Apresentador: Mas como se lida com o problema das copas? Parece ser um fator importante aqui.

Katambala: A melhor forma de lidar com o excesso de copas é evitar que elas surjam, espaçando corretamente o plantio.

Apresentador: De que forma?

Katambala: Quinze centímetros entre os buracos de plantio e cinquenta centímetros entre as fileiras. Isso deixa espaço suficiente para que o sol chegue às folhas e elimine a umidade.

Apresentador: O que é necessário para fazer essas medições?

Katambala: Nós aprendemos que, do cotovelo até a ponta do dedo maior, são cerca de 50 centímetros e, da ponta do polegar até a ponta do dedo do meio, são cerca de quinze centímetros.

Apresentador: Obrigado, senhor! Existem outras doenças que são combatidas regularmente?

Katambala: Às vezes a ferrugem do feijão ataca. Quando isso acontece, as plantas quebram e parecem ter sido chamuscadas pelo fogo. Mas essa doença não é um grande problema.

Apresentador: E sobre as pragas? O sr. tem problemas de pragas por aqui?

Katambala: As pragas mais perigosas são os pulgões do feijão. São insetos pretos pequenos que podem aparecer em qualquer estágio de crescimento. Eles se empoleiram sob as folhas e começam a amassá-las.

Apresentador: Os pulgões do feijão são mais propensos a aparecer durante a seca ou durante a estação chuvosa?

Katambala: Principalmente durante a seca. O bom sobre esses insetos é que a sua eliminação completa é muito fácil. Quando eu puverizo logo após a retirada das ervas, uma vez antes da floração e outra durante o surgimento das vagens, eu me livro completamente deles.

Apresentador: Obrigado pela sua atenção, Sr. Katambala. O sr. ajudou muito.

(Para a audiência) Saí de Nsege e peguei uma motocicleta para a aldeia de Kayanja, a vinte quilômetros de distância. Ali encontrei Nabajja Jema, uma senhora com 52 anos de idade. Ela cultiva feijão toda estação em muitos campos para alimentar os seus filhos e netos. Quando a estação é muito boa, ela vende um pouco. Nós a encontramos cuidando das suas cabras.

A motocicleta aproxima-se do microfone.

Cabras balindo.

Apresentador: (movendo-se em direção ao microfone) É melhor vir outra hora, Sra. Jema? A sra. parece estar muito ocupada.

Nabajja Jema: (longe do microfone, projetando-se) Não, está bem. Mark vai cuidar delas para mim. (Chamando) Mark, leve essas cabras para pastar.

Obs.: saudação cultural.

Nabajja Jema: Sente-se aqui na varanda, por favor.

Apresentador: Obrigado, senhora. Nós nos falamos por telefone e, como a sra. sabe, sou da emissora de rádio. Gostaria de saber o que funcionou na sua luta contra as doenças e as pragas do feijão. A sra. tem esses problemas por aqui?

­­­­­­­­Nabajja Jema: Sim! Temos esses problemas por aqui?

Apresentador: Sra. Jema, há quanto tempo a sra. vem cultivando feijão?

Nabajja Jema: (rindo) Toda a vida. A minha avó cultivava feijão, a minha mãe cultivava feijão e eu comecei a trabalhar no jardim com elas assim que consegui segurar uma enxada sem cair no chão.

Ambos: Riem.

Nabajja Jema: E minhas filhas, claro, também cultivam feijão. (Séria, incrédula) Se você não plantar feijão, que caldo você tem na sua casa?

Apresentador: Qual a sra. acha que é a etapa mais importante para conseguir boa colheita de feijão?

Nabajja Jema: Existem muitas etapas importantes no cultivo de feijão, como escolher a semente certa, o espaçamento certo e o plantio a tempo. Mas, para mim, a retirada das ervas em tempo é provavelmente o mais importante.

Apresentador: Por que a sra. acha isso?

Nabajja Jema: Porque as ervas são a maior causa de perda no feijão. Elas comem os nutrientes que o feijão precisa para crescer bem e causam doenças do feijão.

Apresentador: E quando é a época certa para retirar as ervas?

Nabajja Jema: Duas semanas depois do plantio durante as chuvas, mas às vezes chego a levar um mês inteiro se não chover. A época certa para arrancar as ervas é quando elas ainda estão menores que a planta de feijão.

Apresentador: A sra. já teve problemas com doenças?

Nabajja Jema: Eu tenho problemas com doenças. Algumas doenças aparecem mesmo quando você já retirou as ervas.

Apresentador: Qual doença é mais comum no seu feijão?

Nabajja Jema: A podridão do feijão, que chamamos aqui de kiwotokwa. As plantas doentes parecem murchas, como se alguém despejasse água quente sobre elas. As raízes apodrecem e a planta morre.

Apresentador: Como a sra. controla essa doença?

Nabajja Jema: Kiwotokwa não afeta toda a produção. Normalmente é uma planta aqui, outra ali. Se eu arrancar as plantas afetadas, estou garantindo que a doença não se espalhe.

Apresentador: A sra. também tem pragas?

Nabajja Jema: Sim. Temos pulgões.

Apresentador: O que causa o ataque dos pulgões do feijão?

Nabajja Jema: Eu acredito que plantar tarde é a maior causa das infestações de pulgões do feijão.

Apresentador: Como a sra. controla os pulgões do feijão?

Nabajja Jema: Pulverizando inseticida. Eu pulverizo duas vezes, com sete dias de espaçamento, e o problema é completamente resolvido.

Apresentador: Muito obrigado, Sra. Jema.

Saí da aldeia e me dirigi à pequena cidade de Kalisiso, a dez quilômetros de distância, para falar com um especialista que trabalha com os agricultores nas aldeias que visitei. Eu encontrei a Srta. Hindu Nakawoza, que trabalha na Organização para o Desenvolvimento das Empresas Comunitárias, também denominada CEDO.

Batidas na porta.

Hindu Nakawoza: Entre! Pode entrar!

Apresentador: Obrigado. (Pausa enquanto senta) Como conversamos no telefone, tenho algumas questões sobre pragas e doenças do feijão. Mas, por favor, primeiro apresente-se.

Hindu Nakawoza: Meu nome é Nakawoza Hindu e trabalho aqui na CEDO.

A CEDO é uma organização para o desenvolvimento comunitário que tenta ajudar os agricultores a conseguir o melhor do seu trabalho, garantindo que eles tenham as melhores sementes para plantar – as melhores sementes em termos de alta produção e alta resistência a doenças.

Apresentador: Por que algumas sementes apresentam alto rendimento e alta resistência a doenças e outras, não?

Hindu Nakawoza: Quanto mais você plantar de uma variedade de qualquer produto todas as estações, cada vez menor será a sua produção e maior a susceptibilidade a pragas e doenças. É por isso que os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas de Recursos Produtivos (também chamado de NCRRI), em Namulonge, estão sempre trazendo novas variedades que são resistentes às condições atuais em termos de fertilidade do solo, condições meteorológicas, pragas e doenças.

Apresentador: Então, vocês compram sementes boas do NaCRRI e vendem para os agricultores?

Hindu Nakawoza: O processo é mais longo que isso, mas, sim, é isso que fazemos.

Apresentador: Qual é a diferença entre a boa semente e a semente comum?

Hindu Nakawoza: Boas sementes que acabaram de ser liberadas pelos pesquisadores em Namulonge vão produzir 15 a 20 quilos por quilo de semente, enquanto as sementes mais velhas produzem apenas 5 a 7 quilos por quilo de semente. As sementes novas também suportam melhor as condições desfavoráveis que as sementes mais velhas.

Apresentador: Srta. Hindu, um agricultor me disse que é mais difícil controlar os efeitos destrutivos das doenças que os efeitos das pragas do feijão. É isso mesmo?

Hindu Nakawoza: É verdade. As doenças são mais difíceis de se observar a olho nu até que seja tarde demais. Por isso, elas são mais difíceis de se combater. As pragas são geralmente mais fáceis de se controlar.

Apresentador: Então, qual é o melhor conselho sobre o combate às doenças?

Hindu Nakawoza: Um bom lugar para começar é com o plantio de boas sementes. Plantar sementes que você já vem plantando estação após estação é contraproducente. Elas foram atacadas muitas vezes e não têm mais proteção forte contra pragas e doenças.

Apresentador: Muitos agricultores queixam-se da antracnose do feijão como uma das principais doenças. O que causa essa doença?

Hindu Nakawoza: Os micro-organismos que causam doenças já estão presentes no ambiente. Quando você planta sementes ruins, esses micro-organismos vão causar danos. A antracnose é uma das principais doenças do feijão e aparece principalmente durante chuvas fortes.

Apresentador: Quais são os sintomas da antracnose?

Hindu Nakawoza: Ela ataca durante o estágio de formação das vagens. As vagens afetadas possuem pontos pretos afundados sobre o lado externo e estão cheias de água.

Apresentador: Como ela pode ser evitada? E, se ela já chegou, como combatê-la?

Hindu Nakawoza: Como eu disse antes, o plantio de sementes limpas é a melhor forma de evitar a antracnose do feijão. Mas, se você já tem essa doença no seu jardim, a opção é pulverizar com fungicidas sistêmicos. Com chuva leve, uma vez é suficiente, mas com chuvas fortes, você precisa pulverizar duas vezes.

Apresentador: Qual é a praga do feijão mais comum?

Hindu Nakawoza: Os pulgões do feijão são um grande problema.

Apresentador: Como os pulgões do feijão podem ser controlados?

Hindu Nakawoza: A adição de esterco ou fertilizante ao solo fortalece as plantas e os pulgões causam menos danos. Mas, quando os pulgões atacam, o agricultor deve pulverizar inseticida após a primeira floração e pulverizar de novo depois de 14 dias.

E, antes que eu esqueça, a retirada das ervas em tempo também reduz o risco dessa praga.

Apresentador: Quando é a época certa para retirar as ervas?

Hindu Nakawoza: Quando as plantas de feijão jovens tiverem cinco folhas.

Apresentador: E o que acontece se as ervas ainda estiverem muito pequenas nessa época?

Hindu Nakawoza: A retirada das ervas tem dois propósitos. Um é o de remover as ervas para que elas não concorram com a planta produtora. O outro é amontoar solo em volta do caule da planta produtora, para que as plantas jovens fiquem firmes e saudáveis. Por isso, mesmo se houver apenas algumas ervas no estágio de cinco folhas, os agricultores precisam ir ao jardim com uma enxada e dar mais solo para os feijões jovens.

Apresentador: A sra. disse que os pulgões do feijão vêm quando as ervas não são retiradas a tempo. Não retirar as ervas a tempo também causa doenças?

Hindu Nakawoza: As ervas não causam doenças, mas elas dificultam o combate da doença pela planta produtora. Isso acontece porque as ervas comem a maior parte dos nutrientes do solo que as plantas produtoras deveriam estar comendo. Isso torna a planta fraca, atrofiada e menos disposta a combater as doenças.

Apresentador: Existem doenças causadas pela retirada tardia das ervas?

Hindu Nakawoza: Existe uma doença chamada podridão do feijão, que os agricultores desta região chamam de kiwotokwa. Ela tende a atacar mais quando não se retirou as ervas a tempo. Mas, geralmente, ela é causada pelo excesso de umidade no solo.

Apresentador: Quais são os sintomas dessa doença?

Hindu Nakawoza: O feijão fica amarelo. Mas nem todo feijão amarelo está estragado. Às vezes só a falta completa de nutrientes no solo. Se você quiser confirmar se o seu jardim tem podridão do feijão, arranque uma planta afetada. Se as raízes estiverem podres, você tem podridão do feijão.

Apresentador: Qual é a cura para a podridão do feijão?

Hindu Nakawoza: Basta arrancar todas as plantas afetadas e aumentar a terra do restante. Dar mais solo ajuda as plantas a desenvolver mais raízes para suplementar as raízes fracas e mortas.

Apresentador: Obrigado, Sra. Hindu.

Falamos também com outro especialista sobre a questão da retirada das ervas. Paul Aseete trabalha no Instituto Nacional de Pesquisa de Recursos de Safras, o NaCRRI. Sr. Aseete, quantas vezes os agricultores precisam retirar as ervas?

Paul Aseete: Nós incentivamos os agricultores a retirar as ervas quando necessário e garantir que as plantas de feijão sejam mantidas livres de ervas a todo tempo. “Livre de ervas” signifca que a densidade de ervas deverá ser tão baixa que as ervas não possam concorrer com o feijão. Os agricultores não precisam necessariamente remover todas as ervas do jardim, mas deverão ter certeza de que haja poucas ervas.

Nós os incentivamos a arrancar as ervas pela raiz, mesmo depois da formação de vagens ou do amadurecimento da safra. Os agricultores podem negligenciar os feijões nesse estágio e isso pode causar aumento das perdas devido a sementes estragadas, mal formadas ou descoloridas.

Apresentador: Obrigado, Sr. Aseete.

Vinheta do programa sobe, diminui e permanece sob o apresentador, sobe por dez segundos e desaparece.

Apresentador: Prezado ouvinte, falamos com os produtores de feijão Nabajja Jema e Katambala Aloysius sobre o controle de pragas e doenças.

Também falamos com Hindu Nakawoza, que trabalha na CEDO, na cidade de Kalisiso. Entre outras coisas, a CEDO garante que os agricultores plantem boas sementes. Por fim, falamos com Paul Aseete, do NaCRRI.

Neste programa, nós aprendemos que o plantio de sementes limpas é uma das medidas mais importantes que um agricultor de feijão pode tomar para evitar pragas e doenças e ter a melhor produção com o seu trabalho. Também é muito importante retirar as ervas no momento certo e usar espaçamento correto.

Por fim, aprendemos que é importante falar com especialistas sobre as melhores práticas e sobre tudo o que acontecer com o seu feijão, porque existem claramente soluções para qualquer desafio que você possa estar enfrentando.

Meu nome é _______ e me despeço por aqui. Estarei de volta na próxima semana, no mesmo horário, na mesma emissora, para o nosso programa agrícola. Até lá!


Créditos:

Contribuição de Tony Mushoborozi, Scrypta Pro Uganda Ltd.

Revisão: Paul Aseete, Instituto Nacional de Pesquisa de Recursos de Safras (NaCRRI), Organização Nacional de Pesquisa Agrícola (NARO), 1° de dezembro de 2016.


Fontes de informação:

Entrevistas com:

  • Sra. Nabajja Jema, dois de setembro de 2016.
  • Sr. Katambala Aloysius, dois de setembro de 2016.
  • Srta. Nakawoza Hindu, 12 de outubro de 2016.
  • Sr. Paul Aseete, 1° de dezembro de 2016.

Este trabalho foi conduzido com o auxílio de doação do Centro Internacional de Pesquisa para o Desenvolvimento, Ottawa, Canadá, www.idrc.ca, e com apoio financeiro do Governo do Canadá, fornecido por meio da Global Affairs Canada, www.international.gc.ca.


A Rádio Rural Internacional (Farm Radio International) é uma organização canadense sem fins lucrativos dedicada a apoiar emissoras de rádio em países em desenvolvimento para fortalecer comunidades rurais e a agricultura em escala.

Segundo a organização, o material da Rádio Rural Internacional pode ser copiado ou adaptado para distribuição gratuita ou a preço de custo, com crédito para a Rádio Rural Internacional e para as fontes originais.

Esta versão em português é um trabalho voluntário, independente da organização e oferecido gratuitamente para as emissoras de rádio dos países de língua portuguesa. O texto foi traduzido para o português do Brasil, mas pode ser adaptado com facilidade para o português falado em outras partes do mundo (para dúvidas sobre os termos empregados, utilize o formulário de contato em https://radioruralportugues.wordpress.com/creditos-e-contato/).

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