Agricultor usa bomba d’água para triplicar sua produção de milho

Material produzido pela Rádio Rural Internacional em 29 de maio de 2013, como parte do pacote de informações n° 96.

Original em inglês disponível em: http://www.farmradio.org/radio-resource-packs/package-96-the-root-of-life/farmer-uses-a-water-pump-to-triple-his-maize-yields/.


Observações para as emissoras:

No Máli, cerca de 70% das pessoas vivem em áreas rurais. Mas os agricultores estão enfrentando desafios, como a infertilidade do solo. Para lidar com esse problema, Siriman Camara, agricultor da aldeia de Tiendo, no centro do Máli, decidiu preparar composto. Graças a uma bomba d’água adquirida por ele, quase triplicou a sua produção.

Quando chegou à aldeia, o Sr. Camara alugou uma carroça e dois bois para arar o seu pedaço de terra de cinco hectares. Mas ele não sabia como fazer composto de boa qualidade. Ao longo dos anos, ele pediu informações de agentes de extensão rural, que o aconselharam a cavar uma cova de composto e regá-la bem. Esta técnica, segundo o agricultor, triplicou a sua produção.

Mas ele tinha problemas de mão de obra. Suas três esposas, seus doze filhos e ele passavam horas regando a cova. Esta dificuldade fez com que Siriman se limitasse a uma única cova. Três anos depois de chegar à aldeia, economizando dinheiro da venda de parte da sua produção, Siriman comprou uma bomba d’água motorizada por 150.000 francos CFA (cerca de US$ 300,00) em Bamako.

Ao contrário de outros agricultores que usam essa máquina para regar seus jardins, Siriman viu nessa máquina outra possibilidade: usá-la apenas para regar a sua cova de composto. Foi assim que, de uma única cova, esse velho agricultor cavou três e quase triplicou a sua produção.

Este roteiro é baseado em entrevistas reais. Você poderá usá-lo como inspiração para pesquisar e escrever um roteiro sobre agricultores que usam equipamentos agrícolas. Você poderá optar por apresentar este roteiro como parte do seu programa agrícola regular, usando vozes de atores para representar as pessoas. Se o fizer, não se esqueça de dizer aos seus ouvintes no início do programa que as vozes são de atores e não das pessoas originalmente envolvidas nas entrevistas.

O agricultor deste roteiro cultiva milho de forma contínua, sem rotação com outros produtos. É importante saber que qualquer produto cultivado continuamente pode gerar acúmulo de pragas e ervas, esgotando o solo de alguns nutrientes. Por esta razão, é sempre melhor fazer rotação de cultivos.

Na sua região existem agricultores que usam equipamentos agrícolas que aumentaram sua produção e melhoraram suas vidas? Você poderá entrevistar esses agricultores no ar e pedir aos ouvintes que telefonem ou enviem mensagens de texto para discutir a utilidade de vários tipos de equipamentos agrícolas, incluindo tratores, bombas d’água de vários tipos, secadores solares etc. Sua discussão não deve deixar de incluir os custos, benefícios e desafios de cada equpamento, além das condições específicas sob as quais cada um poderá ser apropriado para diferentes tipos de agricultores, diferentes produtos e diferentes condições.


Roteiro:

Vinheta de abertura sobe e desce sob a voz do apresentador

Apresentador: Bem-vindo, ouvinte. Hoje vamos ouvir uma entrevista com um agricultor que triplicou a sua produção de milho! Você vai perguntar: como? Comprando e usando uma bomba d’água para manter o seu composto úmido e fértil. Fique ligado enquanto nossa repórter Mariam Koné entrevista o agricultor Siriman Camara.

Vinheta sobe e desaparece

Mariam Koné: Boa noite, ouvinte. Hoje estamos em Tiendo, uma aldeia localizada a cem quilômetros a oeste de Bamako, no Máli, na municipalidade rural de Markakungo. Aqui as pessoas vivem basicamente da agricultura e criação de animais. Hoje vamos falar com um agricultor que triplicou a sua produção de milho usando uma bomba d’água mecânica!

Pausa e efeitos sonoros de viagem de carro. Diminuem sob a voz.

Mariam Koné: É final da tarde e o nosso carro viaja através de campos de milho e sorgo. A cerca de cem metros adiante, um caminho leva ao quintal da família de Siriman Camara. Ele está rodeado por toda a sua família. Um homem idoso e frágil com uma longa barba branca caminha em nossa direção e indica uma área de estacionamento especial à sombra da grande mangueira logo na frente do quintal. Ele é Siriman Camara. Ele é casado e pai de 16 filhos. Siriman nos dá as boas vindas.

A nossa conversa mistura-se com o som de vários animais. O som de pilões e almofarizes vem dos quintais vizinhos. Os cantos do quintal são invadidos por mangueiras e árvores de karité. A alguns metros de distância, três covas de composto chamam a nossa atenção.

Sem mais delongas, explicamos ao nosso anfitrião o objetivo da nossa visita e propomos uma entrevista enquanto caminhamos. Siriman nos levou em direção às covas de composto, duas das quais estavam úmidas. Ele explicou que havia acabado de regá-las. A terceira cova estava esperando para ser regada. Uma bomba d’água motorizada, uma pequena máquina azul parecida com um gerador de energia, está instalada ao lado de um poço cavado de forma tradicional. Uma mangueira liga a máquina ao fundo do povo. Vamos seguir Siriman enquanto ele rega a terceira cova.

Mariam Koné: Olá, Siriman! Por que o sr. tem tantas covas? Pode dizer-nos qual o tamanho dessas covas?

Siriman: Olá! Eu tenho três covas de composto porque posso regar essa quantidade de covas sem problemas. Com a bomba, posso regá-las com muita rapidez. Minhas covas têm dois por três metros. E elas têm dois metros e meio de profundidade. Eu as enchi com caules de milho, caules de milheto, lixo da cozinha, folhas mortas e esterco.

Mariam Koné: Qual a frequência de rega das suas covas de composto?

Siriman: Eu rego minhas covas a cada cinco dias. Normalmente faço a rega à noite.

Mariam Koné: Quanto tempo o sr. leva para regar?

Siriman: Muito pouco tempo! Levo uma hora e meia, trinta minutos para cada cova. Antigamente, toda a família e eu costumávamos passar uma manhã inteira regando uma só cova de composto. Éramos então dez pessoas regando a cova. A grande dificuldade era conseguir pessoas suficientes para ajudar. Porque, no momento da rega, ninguém da família podia fazer mais nada.

Estou dizendo, era difícil. Precisávamos retirar a água com a mão desse poço que tem três metros de profundidade. Então precisávamos carregar a água a cinquenta metros do poço. Esse trabalho costumava levar muito tempo.

E, além disso, apesar da boa vontade de todos, o composto não era da melhor qualidade. Porque, na minha opinião, para ter bom composto, você precisa não apenas regá-lo, mas regá-lo com frequência. Mas isso não era possível para nós porque tínhamos outros trabalhos para fazer. Costumávamos regar a cova duas vezes por semana, porque era um trabalho muto difícil. Depois de cada sessão de rega, precisávamos descansar porque ficávamos cansados.

Mariam Koné: Siriman, vejo que o sr. se concentra muito no composto como fertilizante. Por que o sr. fez essa escolha?

Siriman: A resposta é muito simples. Sete anos atrás, quando cheguei a esta aldeia, o solo era ruim. Plantei cinco hectares de milho no primeiro ano. Fiquei muito desapontado com o resultado. Imagine: de cinco hectares, colhi só sete toneladas e alguns quilos!

Eu tive muita dificuldade para sobreviver naquele ano porque não consegui vender nada da minha colheita para cobrir as despesas da família.

Mas eu não desisti. Visitei o agente de extensão rural Sidibé e expliquei o problema. Ele observou que eu estava produzindo composto orgânico com qualidade muito ruim. Ele me aconselhou a cavar uma cova de composto. Foi o que eu fiz.

Mariam Koné: Como surgiu a ideia da bomba d’água?

Siriman: A parte do meu campo onde eu havia usado composto teve produção muito boa. Eu havia colocado composto em três hectares e aquela área rendeu nove toneladas – três toneladas por hectare. Os dois hectares sem composto geraram apenas três toneladas entre eles.

Como não tinha dinheiro suficiente para fazer mais covas, eu me virei só com uma cova. Em cada colheita, pude vender parte da minha produção. Três anos depois, percebi que, como a rega é o principal elemento na preparação de composto, eu precisava procurar uma máquina para acelerar a preparação de composto para poder ganhar mais. Daí veio a compra desta máquina em 2009.

Mariam Koné: Então, no começo, o sr. tinha só uma cova de composto. Por que o sr. cavou três?

Siriman: Porque eu não preciso mais regar as covas manualmente. E o melhor é que tenho tempo para fazer outras coisas.

Mariam Koné: Podemos falar sobre a bomba em questão?

Siriman: (rindo) Sim, vou apresentar a você a minha quarta esposa. Dei a ela o nome de Niélény. (Nota do Editor: produtora lendária na cultura bambara) Como eu não fui à escola dos brancos, não posso dar a ela um nome em francês. Além disso, nesta regão, todos a chamam de “máquina de água” ou Niélény.

Mariam Koné: (para os ouvintes) Siriman nos mostrou uma máquina suja de pó e graxa. Um sinal com letras grandes no lado direito da bomba diz “Koshin”. No lado esquerdo, abaixo, podia-se ler escrito em preto sobre um quadrado amarelo: “Honda Motor Co. Ltd., fabricado no Japão”. A bomba é composta de um motor, um tanque de gasolina, um tanque de água e uma mangueira com quatro metros de comprimento entre a bomba e o poço.

Siriman: Aqui está Niélény, que tem quatro anos de idade e é mãe de 200 toneladas de milho. Desde que comprei esta máquina, aumentei minha área de plantio para dez hectares porque posso fertilizar toda essa área com o meu composto. Meus dez hectares renderam cinquenta toneladas de milho todos os anos, há quatro anos. É uma máquina com quatro cavalos de força. Não consigo estimar a quantidade de água que ela retira, mas ela rega bem minhas três covas.

Mariam Koné: Como o sr. comprou esta máquina?

Siriman: Eu a comprei no mercado de Didiba (nota do editor: existe um “mercado negro” em Bamako onde as pessoas compram e vendem quase tudo). Eu paguei 150.000 francos CFA (cerca de US$ 300,00).

Mariam Koné: O sr. recebeu treinamento para usar essa bomba d’água motorizada?

Siriman: Claro! O vendedor me explicou como ligá-la. Sidibé, o agente de extensão rural, ensinou muitas coisas sobre a sua operação adequada. Por exemplo, como esvaziá-la e substituir o óleo do motor, quando precisamos adicionar um pouco de água e outras coisas. Mas, desde que a comprei, não tive problemas para fazê-la funcionar. Agora vou regar a terceira cova. Veja só.

Obs.: use efeitos sonoros apropriados para o restante do roteiro, para indicar o som da manivela e da operação da bomba.

Mariam Koné: (para os ouvintes) Ele empurra uma manivela para ligar o motor da pequena máquina. O ruído do motor dá ritmo à nossa conversa. A mangueira está no fundo do poço e traz a água lentamente. A pressão do ar da bomba impulsiona a água para fora do poço até a mangueira. A água sobe em seguida na outra mangueira que conecta a máquina à cova de composto. Depois de três minutos, como uma serpente, essa mangueira se desenrola, começa a retirar a água, estica-se e a água jorra com força para a cova de composto formada. Com toda aquela água, eu só conseguia ver os caules de milho e esterco flutuando na superfície da cova. A mangueira possui pequenos buracos pelos quais a água é esguichada.

Mariam Koné: A mangueira tem muitos buracos…

Siriman: Isso é de propósito. Com esses buracos, todo o composto é regado ao mesmo tempo.

Mariam Koné: Siriman, existe diferença entre o composto que é regado mecanicamente como este e o composto que é regado manualmente?

Siriman: A diferença é enorme! Antigamente, costumávamos regar só uma cova. Mas não tínhamos água suficiente para que ela chegasse perto da superfície da cova. Nós simplesmente parávamos quando achávamos que o composto estava bem regado. Agora temos água suficiente e até vaza um pouco sobre a área vizinha.

Covas regadas mecanicamente dão melhor produção que as regadas manualmente. Quer a prova? Em vez de três toneladas por hectare como antes, graças ao meu composto muito úmido, posso colher cinco toneladas por hectare.

É claro que o composto preparado mecanicamente mantém mais umidade no campo. O melhor é que eu costumava comprar um pouco de fertilizante químico para suplementar o composto que preparei. Mas, com esta máquina, não preciso comprar fertilizante e economizo o dinheiro para outras coisas. E, com a máquina, também leva menos tempo para preparar composto terminado.

Mariam Koné: Mais ou menos quanto tempo?

Siriman: Três meses, no máximo. Sem a bomba d’água, é preciso esperar até quatro meses. Com a máquina, cada cova produz composto três vezes antes de usarmos o composto nos campos.

Mariam Koné: Isso significa que o sr. precisa esvaziar cada cova para fazer novo composto. Onde o sr. guarda o composto terminado?

Siriman: No campo, sob as árvores.

Mariam Koné: O sr. tem certeza que ele fica bem guardado ali?

Siriman: Eu cubro o composto com folhas de palmeira e lonas e ele fica na sombra.

Mariam Koné: Quanto o sr. costumava gastar para comprar fertilizantes?

Siriman: Cerca de 50.000 francos CFA por ano (cerca de US$ 100,00), que é o preço de quatro sacos de 50 kg cada. Agora estou usando esse dinheiro para comprar insumos para o meu campo de algodão.

Mariam Koné: Vamos voltar ao seu campo de milho. O sr. disse que, nos últimos quatro anos, colheu cinquenta toneladas todo ano. O sr. consumiu tudo?

Siriman: Não. Eu consumo cinco toneladas e vendo o resto. Eu ganho 2.000.000 francos CFA. Então, são 8.000.000 francos CFA nos últimos quatro anos desde a chegada de Niélény (US$ 4.000 e US$ 16.000,00, respectivamente). Lembre-se, tenho 27 pessoas para alimentar.

Mariam Koné: Uau! Siriman, o sr. pode dizer como usa esse dinheiro? O sr. deposita no banco ou financia outras atividades agrícolas com ele?

Siriman: Com esse dinheiro, comprei 32 vacas – oito por ano. Além disso, eu comprei duas carroças e dois burros para transportar milho para o mercado. As condições de vida da minha família também melhoraram. Tenho uma televisão, duas motocicletas e outras coisas pequenas.

Mariam Koné: Qual é o custo de operação da sua máquina?

Siriman: Gasto muito pouco. Para cada sessão de rega, gasto 3000 francos CFA (cerca de US$ 6,00) para comprar quatro litros de gasolina para a bomba.

Mariam Koné: Siriman, você enfrenta desafios para operar a bomba?

Siriman: Não, não muito. Se eu vejo que o barulho do motor não está bom, troco o óleo do motor. Outro desafio é que, depois de quatro anos, vejo que a máquina está ficando cada vez mais fraca. Antigamente, eu podia regar as três covas sem parar a máquina. Mas, nos últimos meses, precisamos desligá-la depois de regar cada cova. Senão, a água não sai com a mesma força. Enquanto você vinha, eu a coloquei em standby para preparar a rega da terceira cova.

Mariam Koné: Qual solução o sr. recomenda para esse problema? Existe algum mecânico na região que poderia detectar o problema real?

Siriman: Para iso, preciso levá-la para Bamako. Mas eu vou comprar outra bomba. Como as minhas esposas têm covas de composto no jardim delas, elas podem usar a bomba velha.

Mariam Koné: A cada quatro anos, o sr. vai comprar uma máquina nova?

Siriman: Sim. Como eu fiz 8.000.000 francos CFA nos últimos quatro anos, 150.000 não é muito.

Mariam Koné: Algum outro desafio?

Siriman: O outro desafio é do tipo natural. No ano passado, a imprevisibilidade da chuva nos deixou cansados. O último poço que temos para regar o composto secou rapidamente. Eu precisei comprar trinta metros de mangueira para retirar água do poço da família. E minhas esposas precisaram coletar água em outros pontos.

Mariam Koné: Como vocês conseguiram?

Siriman: Com a graça de Deus, ainda consegui ter sucesso. Porque o meu composto era de primeira qualidade. Também tenho uma questão de equipamento. Meus filhos e eu carregamos o composto até o campo em duas carroças. Cada cova exige 120 viagens com as carretas grandes. Esta tarefa leva de dois a quatro dias.

Se eu tivesse um trator, ele facilitaria muito este trabalho. O trator, com uma pá grande sobre a frente que retira os materiais e os transporta, custa cerca de 6.000.000 francos CFA (cerca de US$ 12.000,00). Eu fiz tudo o que pude para conseguir um empréstimo, mas foi em vão. São esses pequenos desafios que tornam o meu molho meio salgado (risos). Senão, tudo iria bem.

Mariam Koné: O sr. teria alguma última declaração para os agricultores?

Siriman: Vou apenas contar aos outros agricultores que o composto é a única forma de um pequeno agricultor progredir. Em vez de cultivar dezenas de hectares com baixa produção, é melhor produzir bom composto e concentrar em, no máximo, dez hectares. O resultado estará além de todas as suas expectativas.

Sons de fazenda sobem por alguns segundos e depois diminuem sob o apresentador

Apresentador: Faremos um pequeno intervalo com a nossa entrevista para destacar algumas mensagens importantes sobre o uso de composto. Além das informações valiosas nesta entrevista, existem três outras coisas que os agricultores precisam saber. Em primeiro lugar, para elaborar bom composto, você precisa virar e agitar o composto em volta de toda a cova. Cuide para que os materiais na parte interna da cova movam-se para o lado externo e que os materiais na parte externa da cova movam-se para o lado interno. Isso melhorará o composto e reduzirá o tempo necessário para a elaboração de bom composto. Em segundo lugar, o composto deverá ser úmido, mas nunca alagado. E, em terceiro lugar, sempre enterre o composto no solo. Se você simplesmente deixá-lo sobre a superfície do solo, os nutrientes do composto serão perdidos. (Pausa) E agora voltamos para a entrevista.

Sons de fazenda sobem por alguns segundos e depois diminuem sob o apresentador

Mariam Koné: Vamos agora fazer uma parada no escritório de Amadou Sidibé, o agente de extensão rural da aldeia. Seus conselhos serviram muito bem para o nosso agricultor.

Sons da fazenda diminuem

Mariam Koné: Olá, Sr. Sidibé. Durante a sua entrevista, Siriman Camara falou sobre você. Você pode falar sobre a utilidade da bomba d’água para a produção de composto?

Sidibé: Olá, Mariam! Em primeiro lugar, esta máquina é adaptada para a África. Falando de Siriman, recomendei a ele as dimensões de uma cova de composto, além dos materiais utilizados. Ele seguiu o meu conselho e vocês viram o resultado.

Mariam Koné: Foi você que aconselhou a ele a troca do óleo quando ele ouvisse mudanças no ruído do motor?

Sidibé: Não. Eu aconselhei que ele trocasse o óleo todos os meses. Mas os agricultores não ouvem tudo o que o agente de extensão aconselha que eles façam. Eles também têm as suas experiências e seus cálculos com relação ao nosso conselho. Eles são capazes de analisar as coisas e traçar suas próprias conclusões.

Mariam Koné: Algum conselho para os agricultores?

Sidibé: Eu aconselho que eles façam canteiros de que tenham capacidade de cuidar. É melhor cuidar de um hectare e produzir colheita de boa qualidade que cultivar dez hectares e não conseguir cuidar bem deles. Se os nossos agricultores puderem entender esta regra, eles vão conseguir se manter.

Mariam Koné: Obrigado, Sr. Sidibé.

Apresentador: E obrigado pela sua audiência. Você ouviu a história de como o agricultor Siriman Camara quase triplicou a sua produção de milho utilizando uma bomba d’água para manter o seu composto úmido.

Quero lembrá-los de uma mensagem importante da entrevista. É absolutamente vital para um equipamento caro como essa bomba d’água que a sua manutenção seja feita com cuidado. Assim, ela vai durar muito mais!

Obrigado pela sua atenção. Espero que você tenha passado excelentes momentos acompanhando esta troca de informações. Até a próxima!


Créditos:

Contribuição de Mariam Koné, jornalista de L’Annonceur, em Bamako, no Máli, e funcionário da Rádio Rural Internacional.

Agradecimentos: Modibo G. Coulibaly, Diretor do Escritório da Rádio Rural Internacional na África Ocidental.

Revisão: John FitzSimons, Professor Associado, Escola de Projetos Ambientais e Desenvolvimento Rural, Departamento de Agricultura Vegetal, Universidade de Guelph, Canadá.

Fontes de informação:

Entrevistas com:

  • Siriman Camara
  • Amadou Sidibé, agente de extensão rural, serviço agícola na região de Markakungo

Entrevistas conduzidas em 18 de janeiro de 2013.

Websites do Ministério da Agricultura do Máli: http://www.maliagriculture.org e o Ministério de Emprego e Treinamento Profissional: http://www.mefp.gov.ml.


A Rádio Rural Internacional (Farm Radio International) é uma organização canadense sem fins lucrativos dedicada a apoiar emissoras de rádio em países em desenvolvimento para fortalecer comunidades rurais e a agricultura em pequena escala.

Segundo a organização, o material da Rádio Rural Internacional pode ser copiado ou adaptado para distribuição gratuita ou a preço de custo, com crédito para a Rádio Rural Internacional e para as fontes originais.

Esta versão em português é um trabalho voluntário, independente da organização e oferecido gratuitamente para as emissoras de rádio dos países de língua portuguesa. O texto foi traduzido para o português do Brasil, mas pode ser adaptado com facilidade para o português falado em outras partes do mundo (para dúvidas sobre os termos empregados, utilize o formulário de contato em https://radioruralportugues.wordpress.com/creditos-e-contato/).

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