Nosso matoke vai sobreviver: agricultores de Uganda combatem a doença bacteriana da banana

Material produzido pela Rádio Rural Internacional em 8 de março de 2016, como parte do pacote de informações n° 103.

Original em inglês disponível em: http://www.farmradio.org/radio-resource-packs/103-2/5-our-matoke-will-survive-ugandan-farmers-fight-banana-bacterial-wilt/.


Observações para as emissoras:

Este roteiro reúne a experiência dos agricultores de matoke no distrito de Bushenyi, no oeste de Uganda, na sua luta contra a doença bacteriana da banana. Bushenyi é uma das maiores áreas produtoras de matoke do país e uma das mais afetadas por esse desastre da banana.

O roteiro analisa o choque dos agricultores quando viram a doença pela primeira vez e sua frustração por não saberem como combatê-la. Ele demonstra a ampla devastação, quando campos de banana inteiros foram varridos pela doença, e os experimentos frenéticos desenvolvidos por alguns agricultores em sua tentativa fracassada de manter alguns pés de banana de pé, até que finalmente fossem encontradas soluções reais e praticáveis.

Você poderá usar este roteiro como inspiração para pesquisa e escrever um roteiro sobre as melhores formas de combater a doença bacteriana da banana em regiões produtoras de banana e como os agricultores podem aumentar a produção de banana seguindo práticas agronômicas simples.

Ou você poderá decidir produzir este roteiro na sua emissora, utilizando radioatores para representar as pessoas. Se o fizer, não se esqueça de dizer aos seus ouvintes no início do programa que as vozes são de atores e não das pessoas originalmente envolvidas nas entrevistas.

Fale com agricultores e outros especialistas que cultivam bananas ou que são especialistas no produto. Você poderá perguntar a eles:
Qual a principal diferença entre esses agricultores que conseguiram conter a doença bacteriana da banana e os que fracassaram?

Qual conselho você daria a um agricultor com baixa produção de banana? Quais tipos de problemas o agricultor deverá procurar?

Para um agricultor que está planejando plantar sua primeira safra de banana, o que ele ou ela precisa saber para ter uma plantação livre da doença? O que o agricultor pode fazer para conseguir melhor produção?

Tempo estimado de condução do roteiro: 20 minutos, com a música de introdução e encerramento.


Roteiro:

Apresentador: Olá, ouvintes, e bem-vindos ao programa. Meu nome é _______. Hoje vamos falar sobre o cultivo de matoke (nota do editor: matoke é banana para cozinhar). E, claro, nos dias atuais, você não pode falar sobre o cultivo de bananas sem falar sobre a doença bacteriana da banana. Essa doença surgiu em primeiro lugar nos campos de banana de Uganda há cerca de quinze anos e começou lentamente a destruir a vida das pesoas e sua principal fonte de alimento – uma planta de cada vez!

Matoke é um dos alimentos básicos mais apreciados em Uganda e, há muito tempo, é um dos produtos alimentícios mais lucrativos. Por isso, quando a doença começou a destruir as bananeiras, muitos agricultores perderam sua fonte de renda em questão de meses.

Os agricultores ficaram com medo do futuro. O que aconteceria com as suas famílias sem sua maior fonte de alimentos e dinheiro? Haveria uma forma de vencer essa epidemia?

Agricultores individuais começaram a experimentar em busca de soluções. A mais comum foi derrubar todas as plantas que exibissem sinais de doença.

Isso não funcionou, o que foi uma surpresa para os agricultores. O governo também estava ficando cada vez mais preocupado e os cientistas saíram a campo. Organizações não governamentais também começaram a procurar soluções. Logo os Serviços Nacionais de Consultoria Agrícola, também denominados NAADS, e algumas ONGs começaram a ensinar os agricultores como combater a doença da banana. Mas muitos agricultores já haviam perdido toda a sua safra de banana. A doença parecia haver vencido; os agricultores haviam desistido.

Mas nem todos os agricultores abandonaram a luta. Um a um, bravos agricultores começaram a implementar os conselhos dos NAADS e das ONGs. Um a um, os campos começaram a recuperar a saúde. Um a um, os agricultores começaram a recuperar a esperança.

A doença bacteriana da banana parece agora estar perdendo a guerra e os campos de banana estão começando a florescer de novo. Mas ainda há muito a ser feito.

Visitei muitos agricultores no distrito de Bushenyi para aprender a combater esta doença mortal e como eles a superaram. Vamos ouvir primeiro a Sra. Moreen Mwesigwa, da aldeia de Rwemitoozo, no subcondado de Kyeizooba. Ela é considerada uma das mais bem sucedidas produtoras de banana na sua aldeia.

Vinheta de abertura sobe e desce

Apresentador: (voz projetando-se longe do microfone) Olá, esta seria a casa de Moreen Mwesigwa ou eu estou perdido?

Moreen Mwesigwa:(perto do microfone) Você está no lugar certo. Quem é você?

Apresentador: Sou da emissora de rádio. Estou aqui para entrevistar a sra. sobre a doença da banana.

Moreen Mwesigwa: Ah, sim, você ligou hoje cedo. Bem-vindo! Sente-se, por favor.

Apresentador: Muito obrigado. Suas bananas parecem muito boas. Parece que a sra. nunca viu a doença da banana.

Moreen Mwesigwa: (risos) Você deveria ter vindo aqui quatro ou cinco anos atrás!

Apresentador: As suas bananas estavam ruins?

Moreen Mwesigwa: Era terrível! Um horror!

Apresentador: Quando a sra. viu essa doença pela primeira vez?

Moreen Mwesigwa: Em 2002, ouvimos no rádio que havia uma doença da banana que estava destruindo as bananas das pessoas em aldeias distantes. O medo da fome era geral. Naquela época, achei que as pessoas estavam exagerando. Nós não conhecíamos a real seriedade do problema porque não tínhamos a doença nesta região.

Apresentador: Quando a sra. percebeu a seriedade do problema?

Moreen Mwesigwa: Em 2003, os NAADS começaram a sensibilizar todo o distrito sobre essa nova doença. Como parte desse trabalho, eles levaram agricultores desta aldeia para aldeias já afetadas, para que pudéssemo tomar as precauções necessárias para impedir a sua chegada. Quando vi como as bananas foram afetadas nas aldeias que visitei, fiquei horrorizada. Alguns agricultores já haviam perdido tudo. Outros agricultores ainda tinham algumas plantas, mas elas pareciam haver sido atingidas por forte granizo: folhas secas, caules de banana minúsculos e cachos jovens de matoke amadurecendo prematuramente ou apodrecendo.

Apresentador: Isso deve ser sido assustador.

Moreen Mwesigwa: Você não faz ideia! Depois que cheguei em casa, eu caminhava pelo meu campo toda manhã para ver se havia alguma planta doente.

Apresentador: E a sra. viu alguma planta doente?

Moreen Mwesigwa: Por cerca de quatro anos, não vi nenhuma. Eu comecei a achar que tinha sorte. Até que um dia, em 2007, dei uma festa aqui e foi assim que a doença veio para o meu jardim.

Apresentador: Não compreendo.

Moreen Mwesigwa: É costume que, quando você dá uma festa aqui em Ankole, que os seus amigos, vizinhos e parentes ajudem com todo tipo de comida. Um dos principais alimentos que conseguimos para a festa foi matoke e, depois de descascá-las, fiquei com uma pilha muito grande de cascas. Eu fiquei muito feliz porque sabia que as cascas fertilizariam uma parte grande dos meus campos de banana. Mas alguém me aconselhou a não fazer isso; eles disseram que poderia espalhar a doença para as minhas bananas. Eu segui o conselho, mas foi inútil! Alguns meses depois da festa, eu vi plantas doentes em volta do local do descasque.

Apresentador: Como isso aconteceu?

Moreen Mwesigwa: Acho que algumas das bananas que trouxemos para a festa estavam doentes! O erro foi colher as folhas de banana para cobrir matoke com as facas contaminadas.

Apresentador: O que a sra. fez quando viu as plantas doentes?

Moreen Mwesigwa: Eu as cortei e enterrei. Alguns meses depois, vi outra planta doente. Isso foi aumentando até que eu estava cortando quatro plantas por dia. Nessa época eu não conseguia mais vender um só cacho de matoke.

Apresentador: Quantas a sra. vendia antes?

Moreen Mwesigwa: Houve épocas em que eu vendia setenta cachos de matoke por mês, cachos grandes que uma pessoa não conseguia levantar.

Apresentador: Quanto tempo levou da época em que a sra. viu a primeira planta doente até a destruição das suas bananas?

Moreen Mwesigwa: Dois anos.

Apresentador: Mas agora elas estão com boa aparência! Minha questão é: como a sra. conseguiu combater a doença com sucesso agora, depois de não conseguir naquela época?

Moreen Mwesigwa:Eu estava fazendo tudo errado.

Apresentador: Como assim?

Moreen Mwesigwa: Por exemplo, eu não sabia que precisava desinfetar a panga que usava para cortar as plantas doentes antes de usá-la em uma planta saudável (nota do editor: panga é uma machete). Nem que era errado usar uma panga em mais de um campo de banana. Isso ajuda a espalhar a doença para todas elas.

Apresentador: Então, qual era a coisa certa a fazer?

Moreen Mwesigwa: Depois de cortar as plantas doentes, você precisa colocar a panga no fogo por alguns minutos ou limpá-la usando uma solução de alvejante. Isso ajuda a matar as bactérias sobre a panga. Se você tiver mais de um campo de banana, cada campo deverá ter a sua própria panga marcada. Assim, quando um campo ficar doente, você pode conter a doença naquele campo e salvar os outros. Além disso, durante o corte de brotos e a retirada de folhas rotineira, os agricultores deverão desinfetar as ferramentas antes de mover-se de uma planta para outra.

Apresentador: Isso significa que seria necessário mover-se ao longo do campo com um balde de alvejante para mergulhar as ferramentas ao retirar as folhas e cortar os brotos.

Moreen: Sim.

Apresentador: Então, além de administrar a doença da banana, o que mais a sra. está fazendo para ter grande produção? Posso ver um bom dinheiro pendurado naquelas árvores…

Moreen Mwesigwa: (risos) Obrigada. Bem, a produção agora é boa porque eu precisei certa vez cortar plantas inteiras e plantar de novo. No ano passado, o campo estava começando a ficar saudável. Então peguei a minha enxada e lavrei para amolecer o solo. Depois apliquei esterco e fiz adubação verde.

Apresentador: O que a sra. usou como adubo?

Moreen Mwesigwa: Usei grama seca do mangue. Também aprendi sobre irrigação, para manter a produção alta durante a seca.

Apresentador:Saí da casa de Moreen rumo a outra aldeia não muito distante chamada Kitagata. Encontrei Robina Rwaheiguru, uma mulher com quarenta e poucos anos. Ela é a secretária do grupo de 21 agricultores denominado Kitara, que significa “celeiro”.

Motor de carro é desligado fora do microfone

Robina Rwaheiguru: (Voz alegre se projetando) Bem-vindo, senhor! Acabei de vir da fazenda para casa para esperar você. Você é da rádio, não é?

Apresentador: Sou, sim. Obrigado, Sra. Robina. Podemos conversar enquanto andamos pelos seus campos de banana, se não se importa?

Rwaheiguru: Não tem problema. Venha; vamos começar no campo do outro lado da estrada.

Apresentador: Claro! Vim até aqui para fazer algumas perguntas sobre a doença da banana. Quando a sra. viu essa doença pela primeira vez?

Rwaheiguru: Foi em 2005. Fui a Bunyaruguru visitar minha cunhada, que não estava bem. E não pude deixar de notar que as bananas dela e as dos seus vizinhos haviam sido terrivelmente afetadas por uma estranha doença. Só um mês depois de voltar, vi a primeira planta doente no meu campo de bananas. Era como se a doença chegasse à minha casa nos meus sapatos.

Apresentador: O que a sra. fez então?

Rwaheiguru: Nessa época, o subcondado já estava sensibilizando as pessoas sobre a doença. Eles nos disseram para cortar as plantas doentes e enterrá-las o mais rápido possível. E foi o que eu fiz.

Apresentador: E isso ajudou?

Rwaheiguru: Não. A doença aumentou até que toda a minha produção foi perdida.

Apresentador: Quanto tempo isso levou?

Rwaheiguru: Cerca de dois anos.

Apresentador: O que a sra. pensou naquela época?

Rwaheiguru: Achei… todos nós achávamos que era castigo de Deus. Nunca havia acontecido nada parecido antes. Nós costumávamos ouvir sobre as calamidades causadas por gafanhotos que afetaram nossos avós muito tempo atrás, mas nós nunca havíamos visto nada como isso.

Apresentador: O que a sra. fez depois de perder a safra?

Rwaheiguru: O que eu podia fazer? Preparei a terra e plantei batata doce.

Apresentador: E olhe a produção de banana que a sra. tem agora! Como foi a mudança?

Rwaheiguru: As coisas mudaram depois que percebemos nossos erros.

Apresentador: Quais foram eles?

Rwaheiguru: Não desinfetar as pangas que usávamos para cortar as plantas doentes. Foi assim que todos nós infectamos nossas plantações de banana. Agora sabemos desinfetar nossas ferramentas. Também aprendemos que deixar o botão macho em um cacho de matoke em crescimento é outra forma de difusão da doença. Agora nós removemos os botões macho pouco depois da exposição do último conjunto com uma forquilha.

Apresentador: Posso ver que o solo do seu jardim é muito fértil. O que a sra. fez para manter a fertilidade?

Rwaheiguru: Sempre adubamos com folhas de banana podadas e grama seca do brejo. Recentemente, aprendemos a fazer covas de composto, que estou usando para aumentar a fertilidade do solo.

Apresentador: Como isso funciona?

Rwaheiguru: Você cava três covas, uma do lado da outra. Depois despeja todo tipo de lixo, como resíduos de cozinha, fezes de galinhas e cabras e outras na primeira cova até ela ficar cheia. Quando estiver cheia, você remove o lixo da primeira cova e despeja na segunda cova. Depois começo a condicionar o lixo na segunda cova para que se decomponha de maneira uniforme.

Apresentador: Como a sra. o condiciona?

Rwaheiguru: Eu aplico urina, para que o lixo se decomponha com mais rapidez. Continuo aplicando urina até que a primeira cova fique cheia novamente, o que leva cerca de dois meses.

Apresentador: Depois a sra. retira o lixo e o aplica às plantas?

Rwaheiguru: Não. O lixo em decomposição ainda produz calor e não está pronto. Eu despejo o lixo na terceira cova para que o lixo em decomposição se transforme em fertilizante orgânico.

Apresentador: Quando a sra. sabe que o composto está pronto para aplicação?

Rwaheiguru: Quando tiver aparência de solo – terra preta e não estiver mais quente.

Apresentador: Como a sra. aplica?

Rwaheiguru: Não é bom colocar o fertilizante diretamente sobre as árvores. Por isso, nós aplicamos a 30 cm de distância da planta que possui um caule de banana florescendo. Depois de despejar o composto em volta da planta, nós aramos o solo com um ancinho para misturar o composto com o solo e facilitar a penetração da água. Em seguida, surgem boas plantas!

Apresentador: Posso ver que as suas plantas são fabulosas. Como estão os seus campos?

Rwaheiguru: Às vezes, quando tenho sorte, consigo cortar quarenta cachos de matoke por mês.

Apresentador: E qual o tamanho da sua fazenda?

Rwaheiguru: Cerca de dois acres.

Apresentador: Obrigado. Esta foi Robina Rwaheiguru, contando como ela combateu a doença bacteriana da banana e manteve o seu solo fértil, resultando em alta produção de matoke. Agora preciso falar com um especialista sobre algumas questões.

Motor de carro é desligado longe do microfone

Encontrei uma agente de extensão rural, a Sra. Clemence Nohamutizi, na aldeia de Kyamuhunga, a quinze quilômetros de distância da casa de Robina. A Sra. Nohamutizi está no campo reunida com agricultores e, se quiser falar com ela, tenho que encontrá-la no campo. Claramente ela é uma senhora muito ocupada. Encontro com ela em um grupo de agricultoras em um campo de bananas. Ela responde às minhas perguntas em frente ao grupo, claramente para que elas também se beneficiem.

Apresentador: Sra. Clemence, estou falando com agricultores sobre a doença bacteriana da banana. Aprendi que, quando a doença apareceu pela primeira vez, os agricultores fizeram o que puderam para combatê-la, mas em vão. Esses agricultores têm safras muito boas hoje em dia. Por que eles tiveram maus resultados no começo?

Clemence Nohamutizi: Eles falharam porque perderam a esperança. Ees não ouviram os conselhos dos especialistas porque todos achavam que a doença era incurável. A maioria dos agricultores não inspecionava regularmente os seus campos para cortar e enterrar oportunamente as plantas doentes.

Apresentador: E o que há de tão ruim em não cortar uma planta doente?

Nohamutizi: Quando você deixa uma planta doente de pé, você mantém o inoculado vivo. O inoculado é a semente da bactéria. E, como todas as sementes, se estiver vivo, irá germinar.

Apresentador: Mas os agricultores me contaram que, mesmo cortando as plantas doentes, a doença continuava se espalhando.

Nohamutizi: Como eu dizia, eles não estavam seguindo os nossos conselhos, pelo menos não completamente. Nós dissemos aos agricultores, por exemplo, que cortar as plantas doentes não era suficiente se eles não colocassem as ferramentas no fogo ou usassem um desinfetante comum em seguida. Mas não foram muitos os que nos ouviram.

Eles disseram que o desinfetante era muito caro, coisas assim. Outros agricultores nem mesmo cortavam suas plantas doentes; alguns eram doentes e outros eram idosos demais para desperdiçar energia cortando plantas doentes. Mas muitos eram apenas teimosos ou preguiçosos. Isso prejudicou os agricultores que estavam fazendoo melhor possível para eliminar a doença, ao ponto de que eles se queixaram para as autoridades.

Apresentador: E o que as autoridades fizeram?

Nohamutizi: Eles aprovaram uma lei determinando que qualquer pessoa encontrada com uma planta doente no seu campo de bananas receberia uma multa de quarenta mil para cada planta doente (nota do editor: cerca de US$ 11,00). No caso de reincidência, o agricultor iria preso. Então as pessoas começaram a combater a doença com toda a sua força.

Apresentador: Quem executava a lei? A polícia?

Nohamutizi: Todos: os vizinhos, o chefe, todos, da aldeia até o distrito, executavam a lei.

Apresentador: A doença começou a perder a guerra nesse ponto?

Nohamutizi: Sim. Mas não tão facilmente! Você sabe que nós usamos folhas de banana para cozinhar quase tudo. Nós cortamos folhas de banana todos os dias, desta planta e daquela… e assim infectávamos novas plantas.

Mas nós corrigimos esses erros passo a passo. Agora as pessoas desinfetam suas ferramentas com alvejante ou as queimam, cortando as plantas doentes e enterrando rapidamente. É por isso que os campos novamente têm boa aparência.

Apresentador: Conte agora sobre as melhores formas de conseguir o máximo de produção de um campo de banana.

Nohamutizi: As melhores formas são práticas agrícolas simples, como manter a umidade do solo com adubação verde e construir locais de conservação de água, roçar a terra em volta da planta para que a água possa penetrar no solo amolecido, retirar as ervas daninhas a tempo para que as ervas não consumam alimento destinado às bananeiras e, definitivamente, retirar as folhas e os brotos regularmente.

Apresentador: Qual é a melhor forma de retirar as folhas e os brotos?

Nohamutizi: A forma correta de retirar as folhas é remover apenas as folhas amarelas que estão quebradas. Não corte as outras folhas, pois elas ainda estão fabricando alimento para a planta. Mas, quando uma folha fica amarela e quebra, ela está cansada. Então você deverá cortá-la e usá-la como adubo.

Apresentador: E para retirar os brotos?

Nohamutizi: Para retirar os brotos, você deverá garantir que apenas três ou quatro hastes sejam mantidas em pé em cada planta: uma haste mãe, outra filha e uma menor. Essas hastes produzirão frutas sucessivamente, uma depois da outra. Qualquer outro broto na planta é desperdício de espaço e fará com que os outros cachos fiquem menores.

Apresentador: Qual é o segredo por trás da aplicação de cinza em uma plantação de banana? Muitos agricultores disseram que eles agregam cinza, mas não explicaram o motivo.

Nohamutizi: A cinza tem muitos usos. Ela tem potássio e fósforo. O fósforo ajuda a planta a ter mais raízes, o que significa que ela coleta mais alimento. O potássio ajuda a tarnsportar e acumular alimento nas bananas do cacho. Tudo isso ajuda o agricultor a aumentar sua produção.

Apresentador: Esta foi a Sra. Clemence Nohamutizi, agente de extensão rural no distrito de Bushenyi. Ela tem muita experiência com o cultivo de bananas e o combate à doença bacteriana da banana. Segundo Clemence, pode-se eliminar completamente a doença com trabalho inteligente. Ela disse que não tem mais doença bacteriana na sua fazenda e conhece alguns outros como ela.

Sim, a guerra contra a doença está longe de terminar, mas claramente existem medidas que você pode adotar para contê-la e até eliminá-la, gerando uma safra saudável. Continue em busca de conhecimento com pessoas como Clemence e siga aplicando essas técnicas, porque há esperança.

(pausa) Hoje nós ouvimos não apenas formas de combate à doença bacteriana e os erros a serem evitados, mas também falamos sobre formas de aumentar a sua produão de banana utilizando métodos agrícolas simples como adubação verde, compostagem e retirada de folhas e brotos da maneira certa.

Lembre-se de ouvir o nosso programa na semana que vem, cujo tema será ______. Quem se despede de você é ______.


Créditos:

Contribuição de Tony Mushoborozi, criador de conteúdo, Scrypta Pro Ltd., Uganda.

Revisão: Muhumuza John Bosco, Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola da Zona de Mbarara, Organização Nacional de Pesquisa Agrícola, Mbara, Uganda.

Fontes de informação:

Entrevistas:

  • Moreen Mwesigwa
  • Robina Rwaheiguru
  • Clemence Nohamutizi

Todas as entrevistas conduzidas em dezembro de 2015.


A Rádio Rural Internacional (Farm Radio International) é uma organização canadense sem fins lucrativos dedicada a apoiar emissoras de rádio em países em desenvolvimento para fortalecer comunidades rurais e a agricultura em pequena escala.

Segundo a organização, o material da Rádio Rural Internacional pode ser copiado ou adaptado para distribuição gratuita ou a preço de custo, com crédito para a Rádio Rural Internacional e para as fontes originais.

Esta versão em português é um trabalho voluntário, independente da organização e oferecido gratuitamente para as emissoras de rádio dos países de língua portuguesa. O texto foi traduzido para o português do Brasil, mas pode ser adaptado com facilidade para o português falado em outras partes do mundo (para dúvidas sobre os termos empregados, utilize o formulário de contato em https://radioruralportugues.wordpress.com/creditos-e-contato/).

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