Condução de pesquisas de audiência na rádio comunitária de Nkhotakota

Material produzido pela Rádio Rural Internacional em 1º de dezembro de 2012, como parte do pacote de informações n° 95.

Original em inglês disponível em: http://www.farmradio.org/radio-resource-packs/package-95-researching-and-producing-farmer-focused-programs/conducting-audience-research-at-nkhotakota-community-radio-station/.


Observações para as emissoras:

Este documento de informações para radialistas apresenta uma entrevista com Philip Chinkhokwe, produtor da Rádio Comunitária de Nkhotakota, no Maláui. Na entrevista, Philip explica como aquela emissora conduz pesquisas de audiência e fornece um exemplo de pesquisa conduzida para programas sobre agricultura de conservação. A segunda parte deste documento é uma transcrição de um programa de rádio sobre agricultura de conservação, com base na pesquisa de audiência descrita na entrevista.

Leia o documento e veja se existe alguma similaridade entre a forma como a sua emissora conduz pesquisas de audiência e como Nkhotakota conduz pesquisas de audiência. Existe alguma lição que você pode aprender com as práticas de Nkhotakota? Observe a importância com que as vozes dos agricultores são apresentadas na programação de Nkhotakota e como a emissora faz bom uso de recursos escassos utilizando os orçamentos de outros programas e os programas de outras organizações.

Como mencionado no item 1, para criar eficientemente programação agrícola que seja relevante para as necessidades dos seus ouvintes, você precisa conhecer sua audiência e saber que tipo de informação agrícola é importante para eles. Algumas das atividades de pesquisa descritas por Philip são boas formas de conhecer a sua audiência e descobrir suas necessidades.


Roteiro:

Introdução

Quando as emissoras de rádio falam com seus ouvintes sobre o que eles querem ouvir no rádio, a programação da emissora pode atender melhor às suas necessidades. Os ouvintes podem participar da programação contando o quê eles precisam ouvir e quando eles querem ouvir, fazendo com que suas vozes sejam ouvidas no ar.

O documento para radialistas a seguir é dividido em duas partes. A primeira parte é uma entrevista com Philip Chinkhokwe, produtor da Rádio Comunitária de Nkhotakota, no Maláui. Na entrevista, Philip descreve como a sua emissora conduz pesquisas para criar programas agrícolas com parceiros como o Ministério da Agricultura e organizações sem fins lucrativos. A segunda parte é uma transcrição de parte de um programa produzido por Philip com base na pesquisa conduzida por ele e seus colegas.


Parte I: Entrevista com produtor de rádio.

Apresentador: Você pode dizer-nos o seu nome e qual é a sua função aqui na Rádio Comunitária de Nkhotakota?

Philip Chinkhokwe: Meu nome é Philip Chinkhokwe e sou produtor e responsável por tecnologia da informação da emissora. Boa parte do meu trabalho envolve a coleta de material para programas fazendo gravações de campo, documentando histórias de sucesso e reunindo feedback dos ouvintes.

Apresentador: Como você conduz pesquisas aqui na Rádio Comunitária de Nkhotakota?

Philip Chinkhokwe: Muitos dos nossos programas (como os programas de agricultura, saúde ou educação, por exemplo) são produzidos em conjunto com uma organização do nosso distrito. Para programas agrícolas, o Departamento de Agricultura determina as necessidades de um certo setor agrícola e identifica as melhores práticas que os agricultores deveriam adotar. Eles então nos levam para regiões onde os agricultores estão cultivando ativamente os produtos a serem abordados no nosso programa de rádio.

Para fazer programas, por exemplo, sobre milho, nós visitamos os agricultores dessas regiões regularmente. Nós gravamos as suas vozes e as apresentamos em nossos programas, documentando histórias de sucesso. Os agricultores também recebem serviços de extensão direta. Esses agricultores são chamados de ouvintes “ativos”.

O departamento de agricultura nos dirige a outras regiões onde os agricultores também estão cultivando esses produtos, mas não adotaram as melhores práticas de forma tão ampla quanto os agricultores “ativos”. Esses agricultores simplesmente ouvem o programa e nos fornecem feedback. Nós os visitamos às vezes para gravar histórias de sucesso e determinar o impacto dos nossos programas sobre as pessoas que estão ouvindo. Estes, nós chamamos de ouvintes “passivos”.

Apresentador: O que você faz quando visita esses agricultores pela primeira vez?

Philip Chinkhokwe: Nós perguntamos aos agricultores seus pontos fortes e fracos, suas oportunidades e desafios. Depois formamos clubes de ouvintes em comunidades interessadas, onde as pessoas acreditam que o programa poderá atender à sua necessidade de informação. Formamos os clubes com a ajuda dos agentes de extensão e dos chefes. Os chefes convocam uma reunião na aldeia e nós comparecemos à reunião com os agentes de extensão. Os clubes normalmente têm cerca de dez membros. Nós informamos os ouvintes sobre os próximos programas.

Apresentador: Depois da formação dos clubes de ouvintes, o que acontece?

Philip Chinkhokwe: Nós produzimos chamadas dos programas para divulgar os programas seguintes. Além da região ativa e da região passiva, existem outros ouvintes que tomam conhecimento do programa pelas chamadas e ligam para a emissora para expressar interesse em participar. Esses ouvintes formam clubes e, como os ouvintes ativos e passivos, rastreamos suas atividades e melhorias ao longo do programa e após o término do projeto. Estamos muito interessados em saber como as práticas agrícolas são mantidas após o término dos programas. As chamadas incluem números de telefone para que os ouvintes possam ligar se formarem um clube de ouvintes.

Apresentador: Qual é o seu objetivo ao fornecer esses números de telefone?

Philip Chinkhokwe: Cada área do programa tem um número de telefone específico para as pessoas fornecerem feedback. Por exemplo, temos um número de telefone para saúde, um para educação e outro para agricultura.

Alguns ouvintes também escrevem cartas. Temos caixas postais no centro da aldeia. Um habitante da aldeia recolhe as cartas uma ou duas vezes por mês e o nosso pessoal de marketing percorre as aldeias para recebê-las.

Apresentador: Você poderia dar um exemplo de um programa que foi baseado nas descobertas de pesquisas de audiência?

Philip Chinkhokwe: Estou envolvido em programação agrícola. Como produtor, asseguro que a informação fornecida aos agricultores seja precisa, equilibrada e confiável. Um dos meus programas dedica-se às mudanças climáticas, que estão exigindo dos agricultores a mudança de algumas de suas práticas agrícolas.

Eu descobri que os agricultores não estão conseguindo informações consistentes de diferentes organizações governamentais e não governamentais.

Às vezes, o agricultor apenas ignora as mensagens inconsistentes e não faz nada sobre as práticas sendo incentivadas. Em outras oportunidades, o agricultor desiste de uma prática ao receber mensagens conflitantes. O agricultor não sabe em quem acreditar e suspende totalmente a prática.

Então fiz algumas pesquisas sobre essas mensagens inconsistentes, especificamente sobre agricultura de conservação. Fui a uma região onde a NASFAM (a Associação Nacional dos Pequenos Agricultores do Maláui) fornece serviços de extensão. Também visitei uma região onde a ONG Concern Worldwide fornece serviços de extensão. Visitei uma terceira área onde a extensão é fornecida pela Total Land Care e uma quarta região onde agentes de extensão do governo fornecem serviços.

Em todas as quatro regiões, vi como os agricultores estão empregando práticas de agricultura de conservação. Concentrei-me no plantio em covas e no depósito de caules sobre a superfície do solo para conservar a umidade.

Eu queria ver se há diferenças da forma como os agricultores estavam praticando agricultura de conservação. Também quis descobrir quais dos fornecedores de extensão rural poderiam fornecer informações padrão e confiáveis sobre agricultura de conservação para poder transmitir esses dados pelo rádio.

Entrevistei um agricultor em cada uma das quatro regiões e perguntei quais as informações recebidas dos agentes de extensão.

Apresentador: O que você descobriu?

Philip Chinkhokwe: Primeiro, eu descobri que os agricultores conhecem a capacidade da agricultura de conservação de reduzir os efeitos negativos das mudanças climáticas. Também descobri que diferentes organizações estavam recomendando diferentes práticas de deposição de caules e uso de herbicidas. Os quatro agricultores que entrevistei, entre outros, recomendaram que as informações sobre essas práticas deveriam ser padronizadas.

Apresentador: Surgiram outras descobertas da pesquisa?

Philip Chinkhokwe: Descobri que, apesar das mensagens conflitantes, os agricultores ainda usam as práticas. Eles se reúnem na aldeia e discutem quais práticas devem ser adotadas a partir das mensagens ouvidas de diferentes agentes de extensão. Às vezes eles combinam as mensagens e tentam um novo método.

Em alguns casos, decobri que os agicultores haviam feito plantio em covas, mas também haviam coberto com terra. Como os agricultores também foram informados sobre o plantio de erva vetiver e o preparo de canteiros indicadores, eles também adotavam essas práticas. Eles adotavam todas as mensagens que ouviam. Eles não queriam abandonar as práticas que foram incentivados a tentar e, por isso, decidiram tentar todas em um campo.

Apresentador: Houve alguma descoberta inesperada na pesquisa?

Philip Chinkhokwe: Sim, descobri que o agricultores ensinam aos demais todas as coisas novas que aprendem. No lado negativo, descobri que, depois que os agricultores aprendem uma nova prática, eles abandonam a antiga, achando que a nova é mais eficiente. Uma mulher, por exemplo, estava usando o método de deposição de caules. Ela recebeu treinamento completo sobre o método e tornou-se até mesmo chefe dos agricultores para ensinar aos seus colegas agricultores como fazê-lo. Mas, quando outra organização ensinou o plantio em covas, ela abandonou totalmente a deposição de caules e concentrou-se no plantio em covas.

Existem outros agricultores que, quando aprendem uma prática, apegam-se tanto a ela que não querem aprender mais nada de novo. A sua atitude é “é assim que eu faço, foi esse o treinamento que recebi e isso é o melhor”. Eles confiam na pessoa que os treinou e não conseguem confiar facilmente em alguém que chega com informações diferentes.

Apresentador: Como essas descobertas da pesquisa foram incorporadas à sua programação?

Philip Chinkhokwe: O meu interesse principal foi de transmitir informações padronizadas sobre agricultura de conservação. Depois de entrevistar os agricultores, entrevistei os especialistas. Eu quis criar uma mensagem consistente que explicasse os princípios básicos de agricultura de conservação sobre o plantio em covas e a deposição de caules. Então, reuni informações dos especialistas e dos agricultores para determinar a informação que era padrão.

Apresentador: O que você fez em seguida?

Philip Chinkhokwe: Editei o programa e o levei à equipe de produção (que inclui agentes de extensão), para que eles entendessem a história por trás da pesquisa. Depois editei novamente o programa para que ficasse pronto para a audiência.

Apresentador: Resumidamente, qual programa você produziu com base nas descobertas da sua pesquisa?

Philip Chinkhokwe: Produzi um programa de trinta minutos sobre o plantio em covas e a deposição de caules para ajudar os agricultores em tempos de seca e aumentar a produção. As pessoas entrevistadas para o programa explicaram como conduzir a prática. Eles falaram sobre os benefícios relativos à produtividade e ao combate às mudanças climáticas, bem como as exigências para quem desejar seguir a prática.

Depois da transmissão do programa, agricultores que haviam utilizado as práticas telefonaram para dar seu testemunho. Editei os testemunhos em spots de cinco minutos que foram transmitidos para que outros agricultores ouvissem e se encorajassem a adotar essas práticas.

Apresentador: Foi necessário dedicar fundos para a pesquisa de audiência?

Philip Chinkhokwe: Não foram necessários fundos para a pesquisa de audiência. Usamos os recursos de um programa existente sobre questões ambientais.

Apresentador: O que Nkhotakota está fazendo para continuar a buscar feedback dos ouvintes?

Philip Chinkhokwe: Pedimos às pessoas que nos digam do que eles gostam e do que eles não gostam nos nossos programas. Isso é feito pela nossa mesa de pesquisa, onde são administrados todos os nossos sistemas de feedback. Temos SMS Frontline e um sistema de entrada e saída de ligações separado dos nossos programas de chamadas telefônicas. Instalamos recentemente um sistema de resposta interativa por voz. Quando ele estiver funcionando, também nos ajudará a conseguir feedback dos ouvintes por meio de SMS e voz. Os agentes de caixa postal comunitários são treinados para sondar os ouvintes sobre a nossa programação e saber o que os ouvintes gostariam que estivéssemos fazendo. Também temos agentes de extensão, especialmente nos setores de agricultura e saúde, que nos trazem feedback.

A emissora tem um time de futebol social que foi formado para interação da comunidade. Organizamos jogos com comunidades que são transmitidos ao vivo, com comerciantes da comunidade patrocinando os eventos. Isso ajuda a equipe da emissora a viajar pelo distrito e encontrar os ouvintes. Quando as pessoas ligam, nós pedimos a elas que nos digam de onde estão ligando. Isso nos dá uma ideia da amplitude da nossa cobertura. Nós gravamos o feedback de todos os programas no campo.

Temos uma linha de SMS gratuita. Os agricultores que são assinantes da Airtel podem mandar mensagens gratuitas nessa linha. Os agricultores que seguissem uma prática recomendada em um programa específico informavam o que haviam feito, aprendido e como se beneficiaram, bem como os problemas enfrentados. Usamos esse feedback para responder a perguntas das pessoas quando telefonam ou enviam SMS. Quando as questões são mais técnicas, tais como surtos de doenças, consultamos especialistas agrícolas. Os especialistas também reforçam algumas das mensagens que recebemos dos agricultores.

Quando as ONGs e o Departamento de Agricultura promovem eventos em aldeias, somos convidados a gravar e relatar o evento. Esta também é uma oportunidade de encontrar ouvintes.

Além disso, também conduzimos visitas comunitárias a clubes de ouvintes perto de Nkhotakota. Usamos essas viagens para ouvir e gravar os pensamentos das pessoas sobre a nossa programação.

Temos boas relações com os agentes de extensão, que têm a liberdade de visitar a emissora. Os agricultores também dizem aos agentes de extensão que eles gostariam que um produtor visitasse a sua região para registrar suas experiências com as práticas adotadas. O Departamento de Agricultura fornece uma motocicleta para nos levar a regiões com alta demanda pelos nossos serviços.

Apresentador: Como emissora de rádio comunitária, vocês têm o compromisso de investir recursos na condução de pesquisa de audiência?

Philip Chinkhokwe: Francamente, é muito difícil para uma emissora de rádio comunitária investir recursos em pesquisa. Fiz a pesquisa para o programa sobre agricultura de conservação por meu próprio interesse. Precisei usar recursos pessoais quando os fundos da emissora não eram suficientes. Mas a emissora me ajudou a coletar feedback, especialmente a mesa de pesquisa. De forma geral, as emissoras de rádio comunitárias não investem em pesquisa de audiência porque não têm dinheiro.

Apresentador: Se houvesse dinheiro, você acha que a emissora investiria em pesquisa de audiência?

Philip Chinkhokwe: Sim. Como emissora de rádio comunitária, temos muitas ideias que poderíamos observar, mas temos limitação de recursos financeiros. Nós transmitimos progamas, mas o transporte é um desafio, pois apenas os ouvintes próximos têm o benefício de visitas pessoais. Quando outras organizações têm projetos dirigidos a regiões distantes, nós aproveitamos a iniciativa para atingir comunidades mais distantes.

Apresentador: Como emissora de rádio, vocês buscam informações demográficas da audiência de Nkhotakota, como idade e sexo?

Philip Chinkhokwe: Geralmente, nós consultamos o Conselho Distrital, o Departamento de Agricultura e o Escritório de Saúde do Distrito em busca de informações demográficas. Essas informações são importantes porque você poderá fazer um programa, mas a sua faixa etária alvo poderá não estar presente na região.


Parte II: Transcrição de programa desenvolvido a partir da pesquisa.

Encontra-se a seguir um trecho de quatro minutos de um programa sobre agricultura em covas transmitido pela Rádio Comunitária de Nkhotakota em 1° de agosto de 2012 e repetido em cinco de agosto de 2012. O trecho foi traduzido do idioma chichewa. O programa foi baseado nas pesquisas conduzidas por Philip Chinkhokwe, que entrevista uma chefe dos agricultores envolvida com o plantio em covas. O trecho apresenta a ideia de mudanças climáticas e o plantio em covas como forma de proteger o milho durante as secas. O agricultor explica como conduzir plantio em covas e os benefícios da prática.

Vinheta de abertura, que desce com o apresentador

Apresentador: Atualmente, nós, agricultores, precisamos entender que o clima está mudando e isso está causando muitas complicações para a agricultura. Se não fizermos nada sobre isso, a nossa produção será muito afetada. Não esqueça que a agricultura depende dos recursos naturais. Se esses recursos forem esgotados, a agricultura também ficará em perigo.

O que você está fazendo para combater as mudanças climáticas? Quais práticas você está adotando para conservar os recursos naturais?

Um problema que está surgindo devido às mudanças climáticas é a seca. Não é estranho ouvir casos de falta de chuvas antes do amadurecimento e da colheita da produção. Isso resulta em destruição de safras como milho devido à falta de água.

Hoje vamos aprender como proteger o nosso milho durante a seca, seguindo práticas de redução de seca como o plantio em covas. Temos no programa uma entrevista com a Sra. Agnes Macheso, do Grupo da Aldeia Nkhongo, no distrito de Nkhotakota.

Agnes Macheso: O plantio de covas é um tipo de agricultura no qual nós escavamos covas e plantamos milho nelas. Nós plantamos quatro sementes de milho em uma cova, uma em cada canto. A cova tem 25 centímetros de profundidade por 30 centímetros de largura. (Nota do Editor: para mais detalhes sobre o plantio de milho em covas, consulte a referência ao final deste documento de informações para radialistas.)

Philip Chinkhokwe: Onde a sra. aprendeu este tipo de agricultura?

Agnes Macheso: Este é um tipo de agricultura que aprendemos este ano. Ela é praticada em Zâmbia e, com a orientação de agentes de extensão, decidimos tentar este tipo de agricultura este ano no Maláui. Se o resultado for bom, a tecnologia será estendida para outras áreas do país no ano que vem.

Philip Chinkhokwe: O que despertou o seu interesse em adotar este tipo de agricultura pela primeira vez depois de ouvir sobre ela dos agricultores de países como Zâmbia?

Agnes Macheso: O que interessou os agricultores no Maláui, incluindo a mim como chefe dos agricultores, é que os cientistas disseram que esse tipo de agricultura é muito mais produtivo em comparação com o uso de uma semente de milho por estação de plantio em canteiros. Na época da chuva, a água vai diretamente para as covas, ao contrário dos canteiros, que não retêm água e fazem com que o milho murche quando está sol. O milho cultivado em covas não murchará mesmo após o término das chuvas, pois a água coletada durante as chuvas permanece nas covas e sustenta as plantas.

Philip Chinkhokwe: Como a sra. acha que isso ajudará a sua produção?

Agnes Macheso: Embora eu nunca tenha praticado esse tipo de agricultura, com base nas descobertas da pesquisa que foi feita, parece que esse tipo de agricultura trará benefícios para o povo do Maláui e, no ano que vem, muitas pessoas vão adotar o plantio em covas. Segundo os que fizeram a pesquisa sobre o plantio em covas, o milho cresce bem porque toda a água das chuvas é dirigida para as covas.

Philip Chinkhokwe: Depois de construir essas covas, do período de chuvas e do plantio das sementes de milho, o que mais vocês precisam fazer para garantir que a colheita das covas tenha alto rendimento?

Agnes Macheso: Depois de fazer as covas, você aplica fertilizante às quatro mudas de milho na cova. Dois meses depois da aplicação de fertilizante, todas as mudas de milho terão crescido na mesma velocidade. Na época da colheita, você terá alto rendimento.


Créditos:

Contribuição de Vijay Cuddeford, Editor Gerente, Rádio Rural Internacional, com base em material coletado por Tendai Banda e Philip Chinkhokwe.

Revisão: Doug Ward, Diretor, Rádio Rural Internacional.

Projeto realizado com apoio financeiro do Governo do Canadá, fornecido por meio da Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CIDA).

Fontes de informação:

Entrevista com Philip Chinkhokwe conduzida por Tendai Banda, 17 de setembro de 2012.

Trecho de programa transmitido pela Rádio Comunitária de Nkhotakota, 1° de agosto de 2012.

Para informações adicionais sobre o plantio de milho em covas, consulte: Karen Sanje, 2011, Malawi farmers digging in to combat drier conditions. Alertnet, 10 de junho de 2011.  http://www.trust.org/alertnet/news/malawi-farmers-digging-in-to-combat-drier-conditions/


A Rádio Rural Internacional (Farm Radio International) é uma organização canadense sem fins lucrativos dedicada a apoiar emissoras de rádio em países em desenvolvimento para fortalecer comunidades rurais e a agricultura em pequena escala.

Segundo a organização, o material da Rádio Rural Internacional pode ser copiado ou adaptado para distribuição gratuita ou a preço de custo, com crédito para a Rádio Rural Internacional e para as fontes originais.

Esta versão em português é um trabalho voluntário, independente da organização e oferecido gratuitamente para as emissoras de rádio dos países de língua portuguesa. O texto foi traduzido para o português do Brasil, mas pode ser adaptado com facilidade para o português falado em outras partes do mundo (para dúvidas sobre os termos empregados, utilize o formulário de contato em https://radioruralportugues.wordpress.com/creditos-e-contato/).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s