O equilíbrio entre a preocupação e a esperança: agricultores da Etiópia falam sobre o impacto das mudanças climáticas

Material produzido pela Rádio Rural Internacional em 14 de novembro de 2013, como parte do pacote de informações n° 97.

Original em inglês disponível em: http://www.farmradio.org/radio-resource-packs/package-97-growing-groundnuts/balancing-worry-and-hope-ethiopian-farmers-talk-about-the-impact-of-climate-change/.


Observações para as emissoras:

Agricultores em todo o continente africano estão enfrentando tempo imprevisível causado pelas mudanças climáticas. Às vezes, a estação chuvosa vem tarde; às vezes, ela termina cedo. Às vezes as chuvas vêm tarde e em grande quantidade, causando enchentes. Às vezes, as chuvas não vêm, causando condições de seca. Com essas mudanças climáticas, fica difícil para os agricultores planejar quais safras plantar, quando preparar a terra, quando plantar e como planejar outras tarefas agrícolas.

Em resposta às mudanças climáticas, os agricultores estão testando muitas medidas. Eles estão cultivando novos produtos, tentando variedades tolerantes à seca e alterando outras práticas agrícolas.

Na Etiópia, cerca de 45% da economia são baseados em produção agrícola. A economia e as condições de vida de muitas pessoas dependem do clima, particularmente da chuva. O clima varia em diferentes partes do país, especialmente entre os planaltos e as planícies. O clima nos planaltos etíopes é relativamente fresco, com boa quantidade de chuva para agricultura. Há duas estações nas regiões de planalto da Etiópia. A estação seca vai de outubro a maio e a estação úmida vai de junho a setembro. O clima das planícies é muito mais quente e seco. As práticas agrícolas variam ao longo do país para atender às diferenças de padrões climáticos.

Este roteiro apresenta as vozes de agricultores dos planaltos da Etiópia, que contam como estão vivenciando as alterações climáticas. Os agricultores falam sobre os problemas associados às mudanças climáticas e as práticas que estão utilizando para adaptar-se à situação.

Mudanças dos padrões de chuva e temperaturas mais altas são as maiores preocupações dos agricultores dos planaltos etíopes. Não só é difícil decidir o que cultivar, mas a produção também caiu. As mudanças climáticas estão interagindo com outras pressões sobre a terra, tais como desflorestamento e degradação ambiental, para reduzir a capacidade dos agricultores de combatê-las. Agentes de extensão e programas governamentais defendem práticas como o uso de insumos, plantio de árvores, emprego de safras resistentes à seca, uso de produtos com maturação precoce e diversificação para outras atividades para ajudar os agricultores a adaptar-se às mudanças climáticas. Os agricultores estão adotando essas práticas e começando a ver os resultados.

Este roteiro apresenta essas práticas, mas não as explica em detalhes. Você poderá adaptar este programa para incluir detalhes sobre as formas em que os agricultores poderão adotar uma ou duas dessas práticas (por exemplo, adotar safras básicas resistentes à seca ou plantar árvores) na sua região. Tenha cuidado para não incluir quantidade excessiva de informações que os seus ouvintes não poderão reter na memória. Você poderá também dar continuidade a este programa com ligações telefônicas para um especialista que possa falar sobre a adoção dessas práticas com mais detalhes.

Os agricultores na sua região estão vivenciando mudanças no clima? Fale com eles e produza um programa sobre este tema.

Convide os ouvintes a telefonar ou enviar mensagens de texto sobre este assunto, compartilhando suas próprias experiências com as mudanças climáticas e o que eles estão fazendo para adaptar-se. Aqui estão algumas perguntas que você poderá formular:

  • Como o clima mudou nos últimos anos ou na última década?
  • Qual foi o impacto sobre o seu plantio?
  • Qual a questão mais difícil sobre as mudanças climáticas?
  • Quais medidas você está tomando para adaptar-se às mudanças climáticas?
  • Você teve sucesso com a adaptação?

Este roteiro é baseado em entrevistas reais. Você poderá usar este roteiro como inspiração para produzir um programa sobre agricultores na sua região e como eles estão sofrendo com as mudanças climáticas. Ou você poderá optar por produzir este roteiro como parte do seu programa agrícola regular, usando vozes de atores para representar as pessoas. Se o fizer, não se esqueça de dizer aos seus ouvintes no início do programa que as vozes são de atores e não das pessoas originalmente envolvidas nas entrevistas.

Tempo médio de apresentação: 13-14 minutos sem as vinhetas de abertura e encerramento.

Este programa poderá ser transmitido em qualquer época do ano, mas poderá ser melhor transmiti-lo na época em que os agricultores estão estudando quais produtos irão culltivar e quais práticas de preparação da terra e outras serão adotadas para a próxima estação de cultivo.


Roteiro:

Vinheta de abertura sobe e desce

Apresentador: As mudanças climáticas estão alterando os padrões do clima em todo o mundo. A quantidade de dias quentes está aumentando e chuvas intensas estão se tomando mais comuns que nas últimas décadas. Na Etiópia e em outros pontos da África, os agricultores estão passando por momentos difíceis. Hoje você ouvirá agricultores na linha de frente das mudanças climáticas. Essas pessoas contarão as dificuldades que estão enfrentando e o que estão fazendo para tentar adaptar-se. Fique ligado!

Vinheta de abertura sobe e desce

A Etiópia compreende um planalto central chamado planalto da Etiópia e planícies que rodeiam o planalto. As áreas de planalto possuem clima relativamente fresco, enquanto as planícies são muito mais quentes e secas. Mas o clima dos planaltos etíopes está mudando. Os agricultores estão tendo problemas com essas mudanças, além de outras pressões sobre as terras montanhosas. Hoje vamos falar com alguns agricultores do planalto sobre o que eles estão fazendo para adaptar-se às mudanças climáticas.

Vinheta de abertura sobe e desce

Apresentador: Alguns meses atrás, viajei de carro por duas horas de Addis Abeba até a Montanha Mogle, na parte ocidental da Etiópia, uma viagem de cerca de 60 km. Aqui está uma gravação da minha viagem para reunir-me com agricultores na linha de frente de mudanças climáticas.

Som de vento, animais domésticos (bois, burros) e pássaros sob as entrevistas.

Apresentador: Atualmente, a região em volta da Montanha Mogle parece degradada. As montanhas e toda a região costumavam ser cobertas por árvores e abrigar muitos animais. Mas as montanhas sofreram forte erosão e agora estão desflorestadas. Além disso, o clima está mudando, desde o clima no planalto até o clima nas planícies.

Começo a andar antes que o sol suba sobre nossas cabeças. Os agricultores que encontro no caminho estão ocupados arando em grupos. Alguns estão cantando canções locais, incentivando outros agricultores a não se cansarem. Eles vão começar a plantar nas próximas duas semanas. Após uma longa caminhada, encontro um agricultor local chamado Ayano Megersa.

Apresentador: Ayano Megersa estava arando a terra para cultivar trigo, a próxima safra na sua rotação, e controlar as ervas daninhas. Ele parece cansado, mas nos recebe e entrega seus bois para o seu filho, Tulu. Nós nos sentamos à sombra de uma árvore e ele nos conta sobre suas atividades antes do plantio.

Ayano: Não temos muito tempo antes da estação chuvosa. Precisamos trabalhar muito antes do início das chuvas.

Apresentador: Há quanto tempo você mora neste distrito?

Ayano: Nasci aqui há 45 anos e cresci aqui. A minha família depende da agricultura para viver.

Apresentador: Quando vem a estação chuvosa nesta região?

Ayano: As chuvas maiores começam em junho, mas isso varia. Nos últimos anos, as chuvas podem começar tarde e parar cedo. Os agentes de extensão nos disseram que as mudanças climáticas estão tornando as chuvas mais imprevisíveis.

Apresentador: Isso tem impacto sobre a sua plantação?

Ayano: Sim, sem dúvida. Como os nossos recursos florestais e naturais foram degradados e devastados, está ficando mais difícil lidar com o tempo ruim. A fertilidade do nosso solo diminuiu. Precisamos aplicar insumos e usar sementes aprimoradas para conseguir alta produção. Também há falta d’água. Acho que isso é causado pelas mudanças climáticas.

Apresentador: O agricultor parece preocupado enquanto fala sobre o impacto da mudança dos padrões climáticos. A sua produção está bem agora?

Ayano: Sim, os agentes de extensão nos aconselharam a proteger nossa terra com terraceamento. Eles também estão oferecendo sementes resistentes à seca. Agora estamos bem. Mas não podemos prever o tempo de amanhã ou do próximo ano porque o clima está mudando todo o tempo.

Som de bois

Apresentador: Qual é o principal impacto das mudanças climáticas para os agricultores?

Ayano: As estações chuvosas são imprevisíveis. Às vezes, as chuvas param ou não chove durante a estação belg (nota do editor: belg é a curta estação chuvosa entre março e maio). Atualmente, o clima é o nosso maior problema. Durante a estação seca, nosso gado não encontra grama suficiente para pastar e, por isso, somos forçados a vender o gado.

Transição de cena

Apresentador: Minha segunda parada é a casa de Gete Tolosa. O interior da casa é típico dos agricultores etíopes. Existem muitos itens tradicionais na parede. Nós nos sentamos em um assento de barro, almoçamos e temos a tradicional cerimônia do café. Existem coisas bonitas sobre as paredes: roupas, utensílios agrícolas, decorações etc. Eu pergunto qual o efeito das mudanças climáticas sobre as suas atividades agrícolas.

Gete: Não sei qual seria a nossa sorte se o governo não houvesse trazido essas práticas agrícolas aprimoradas.

Apresentador: Quais práticas?

Gete: Sementes aprimoradas que são resistentes à seca e às pragas. Atualmente também estamos plantando árvores em terra degradada.

Apresentador: Ela está preocupada com o clima cada vez pior. Claramente é difícil para ela falar sobre isso. Perguntei se a produção dela agora é boa.

Gete: Sim, a nossa produção é melhor que com a nossas sementes locais. O problema que estamos enfrentando agora é a variação das chuvas ao longo do tempo. Pode haver chuva forte e enchentes. As chuvas podem também parar cedo.

Apresentador: Como é a estação chuvosa em comparação com o passado?

Gete: A estação chuvosa está ficando curta. Ela era muito chuvosa dez a quinze anos atrás, mas as coisas estão mudando dia após dia. Nosso trigo precisa de uma estação chuvosa de pelo menos três meses.

Apresentador: O que vocês estão fazendo para superar esse desafio?

Gete: Nos últimos anos, agentes de extensão vêm nos aconselhando a usar práticas de proteção natural. Estamos agora usando terraceamento para proteger nossa terra arável contra a erosão. Também estamos cultivando produtos de amadurecimento rápido que não precisam de muita umidade.

Música de intervalo sobe e diminui.

Apresentador: As mudanças climáticas são um problema para os agricultores etíopes. Vamos falar com outro agricultor. Bayu Daba tem 72 anos de idade e viveu aqui toda a sua vida. Por isso, ele tem condições de comparar o clima atual com as últimas décadas. Ele cultiva trigo.

Bayu Daba está no meio da sua fazenda. Sua esposa Birke está por perto, colhendo repolho e batatas. Eles escavaram um pequeno poço tradicional, apenas um buraco na terra para conseguir água para suas plantas e para uso doméstico. Eu me apresento e começamos a conversar. Ele está usando um velho chapéu e aparenta cansaço.

Som de pássaros.

Bayu: Esta estação é uma época de muito trabalho para nós. Como você vê, estamos fazendo as atividades de plantio e pré-plantio. A chuva agora parece boa, mas não podemos prever o tempo do mês que vem. O clima está mudando muito. Estamos preparando nossa terra e vamos usar insumos.

Apresentador: Estamos sob a sombra de uma árvore. O agricultor se senta sem sorrir. Ele parece preocupado e sua voz era calma enquanto falava sobre as mudanças climáticas.

Bayu: A agricultura apresenta novos desafios a cada ano. Nós não usávamos insumos e sementes aprimoradas décadas atrás. Naquela época, o clima era previsível no planalto. Por isso, nossas variedades locais davam rendimento alto e de boa qualidade. Mas, com as mudanças climáticas, é fundamental usar práticas agrícolas aprimoradas para manter nossa agricultura. Nossa variedade local não é resistente à seca como as sementes aprimoradas. Nosso modo de vida também está mudando como o clima. Se usarmos a tecnologia aprimorada, poderemos dobrar nosso rendimento atual.

Apresentador: Acredito que o agricultor esteja olhando para mim em busca de respostas. Ele acha que sou especialista nesses temas. Eu pergunto a ele qual é o impacto direto das mudanças climáticas na sua vida.

Bayu: As mudanças foram surpreendentes. A fertilidade da nossa terra está caindo continuamente. O tempo está ficando quente. Acho que este é o resultado das mudanças climáticas. Não tenho razão? Não consigo prever qual será o tempo amanhã, nem mesmo hoje à tarde. Costumávamos poder planejar e prever o tempo a cada estação. Mas agora só podemos aplicar os conselhos do agente de extensão rural.

Nossa produção depende da chuva e de outras condições naturais. Nossa abordagem é baseada na natureza, não dependente da irrigação. As mudanças climáticas estão alterando a natureza da nossa região e também as nossas vidas.

Apresentador: Como elas estão mudando suas vidas?

Bayu: Nossa agricultura costumava ser diferente. Vinte ou trinta anos atrás, nossa aldeia tinha vasta agricultura e a população da nossa região era muito pequena. Era comum ver animais selvagens perto da nossa aldeia. O clima era de planalto. O clima mudou completamente. Nossa área de planalto agora está mais parecida com as áreas de planície. Por isso, nossas práticas agrícolas precisam mudar. Este lugar era adequado para muitos produtos.

Apresentador: O sr. menciona os antecedentes e os desafios. Quais são as soluções para superar esses desafios?

Bayu: O governo está oferecendo atualmente sementes aprimoradas que são resistentes a pragas e à seca. Estamos sendo incentivados a usar sementes aprimoradas e controle de pragas. Estamos todos construindo socalcos e plantando árvores. Nossas práticas de reflorestamento estão realmente nos incentivando a proteger a natureza da nossa aldeia. Estamos encontrando fontes de água nas áreas que foram reflorestadas e reabilitadas.

Som de pássaros sobe e desce.

Apresentador: Vamos agora ouvir a esposa de Bayu, Birke, que tem 47 anos de idade. Qual a sra. acha que é a razão desse clima inesperado?

Birke: A estação chuvosa é imprevisível ou está chegando tarde. Isso afetou diretamente a nossa produção de trigo. Também não conseguimos grama nem alimento para nossos animais e os especialistas nos aconselharam a reduzir ao mínimo o número de animais. Não estamos mais deixando nosso gado pastar.

Apresentador: O que mais vocês estão fazendo para superar esse desafio?

Birke: O governo está agora nos incentivando a usar variedades de sementes aprimoradas e de alto rendimento que são resistentes a pragas e à seca. A nossa produção dobrou ao longo dos últimos anos em comparação com a variedade local.

Transição de cena

Apresentador: Estou agora na cozinha de Yeshi Begna. Ela está fazendo pão para seus filhos. A cozinha está muito enfumaçada. Seus três filhos rodeiam a mãe para ganhar pão. Ela garante que levará apenas alguns minutos para ficar pronto.

Depois de quinze minutos, posso provar pão quente. As crianças estão pedindo pão e ela está tentando esfriá-lo. Primeiro ela corta o pão em pedaços para seus filhos. Uau, o gosto é bom! Pergunto se ela está cultivando trigo apenas para consumo doméstico.

Yeshi: Muito tempo atrás, estávamos plantando apenas para consumo doméstico com nossa variedade local. Agora, as coisas estão mudando. Precisamos de sementes aprimoradas para ganhar dinheiro para comprar coisas para as crianças. Essas sementes aprimoradas são muito importantes para aumentar a produção. Se tivermos produção adicional, levamos para o mercado e vendemos.

Apresentador: Este pão é feito com a variedade aprimorada?

Yeshi: Não, este é da nossa variedade local. Ele não usa insumos como ureia e DAP (nota do editor: ureia e DAP são usados como fertilizantes).

Apresentador: Por que vocês usam essa variedade local para o pão?

Yeshi: A variedade aprimorada é principalmente para o mercado e para a próxima estação. A propósito, a variedade nova vai substituir esta aqui em breve.

Apresentador: Enquanto falamos, Yeshi ainda está assando pão. A madeira está queimando e às vezes a fumaça atrapalha nossa entrevista.

Apresentador: Quantas vezes a sra. faz pão por semana?

Yeshi: Depende… Normalmente faço dois dias por semana. Meu marido leva o trigo para o mercado para poder ganhar dinheiro para comprar para as necessidades da família, como roupas e outras coisas.

Apresentador: O que a sra. acha das mudanças climáticas? Elas têm impacto sobre a sua vida?

Yeshi: Estamos enfrentando muitos desafios com relação às mudanças climáticas. Há falta de água para os animais e também para nós. Entendo que isso é impacto das mudanças climáticas. As estações chuvosas estão se tornando imprevisíveis. Três anos atrás, não havia nenhuma chuva durante a estação belg.

Apresentador: Estou entre os filhos de Yeshi. Seus nomes são Deyasa e Meti. As duas crianças têm pão nas mãos. Deyasa tem nove anos de idade. Enquanto ele espera que sua mãe dê outro pedaço de pão, pergunto onde a mãe dele conseguiu esse pão.

Deyasa: Temos muito trigo e farinha no depósito. Nosso pai trouxe depois da colheita.

Som de pássaros sobe por alguns segundos, depois fica sob a conversa.

Apresentador: Também encontrei uma agente de extensão do mesmo distrito. Megersa Irena trabalha como agrônoma há quatro anos. Qual o impacto das mudanças climáticas nesta região?

Megersa: As mudanças climáticas apresentam impacto direto sobre as atividades agrícolas. O clima está ficando quente e inóspito. Ele está mudando a vida da maior parte dos agricultores. O clima prejudica a produção agrícola.

Apresentador: Como assim, ele está mudando a vida dos agricultores?

Megersa: A agricultura nesta região dependia completamente da chuva. Por isso, os agricultores dependiam principalmente do cultivo de safras. Agora, com as mudanças climáticas, a vida deles está mudando. Eles não conseguem apenas produzir safras. A natureza os forçou a considerar outras oportunidades para ter abastecimento seguro de alimentos.

Apresentador: Qual é o resultado dessas novas práticas?

Megersa: Oh! É muito útil e promissor adotar essas práticas. Eles costumavam depender completamente das chuvas. Se as chuvas fossem imprevisíveis, eles teriam problemas. Eles não tinham outra forma de ganhar a vida.

Apresentador: Que tipo de medidas vocês estão tomando agora para lidar com as mudanças climáticas?

Megersa: O governo estabeleceu uma estratégia enorme com o tema: “construir desenvolvimento verde que seja resistente às mudanças climáticas”. O terraceamento e o reflorestamento são parte dessa estratégia. Por isso, os agentes de extensão rural locais estão aconselhando todos os agricultores a praticar o terraceamento e o reflorestamento. Temos visto resultados encorajadores em alguns distritos. O principal resultado é a recuperação de algumas áreas degradadas. Espero que esta prática ajude a reflorestar a região.

Vinheta sobe e cai sob o apresentador.

Apresentador: Os padrões climáticos alterados impõem muitos tipos de impactos aos agricultores. Como se pode ver, os agricultores estão preocupados. Mudanças dos padrões de chuva e temperaturas mais altas são as maiores preocupações dos agricultores dos planaltos etíopes. Não só é difícil tomar decisões sobre o que cultivar, mas a produção também caiu. As mudanças climáticas estão interagindo com outras pressões sobre a terra, tais como desflorestamento e degradação ambiental, para reduzir a capacidade dos agricultores de combatê-las. Agentes de extensão e programas governamentais defendem práticas como o uso de insumos, plantio de árvores, emprego de safras resistentes à seca, uso de produtos com maturação precoce e diversificação para outras atividades para ajudar os agricultores a adaptar-se às mudanças climáticas. Os agricultores estão adotando estas práticas e começando a ver os resultados.

Os agricultores estão tomando as medidas possíveis, com assistência governamental. Sabemos que, para lidar com esses impactos negativos, todos precisam trabalhar em conjunto. Sou ______ e me despeço por aqui. Até a próxima!

Vinheta sobe e desce


Créditos:

Contribuição de Haileamlak Kassaye, jornalista, Addis Abeba, Etiópia.

Revisão: Jimena Eyzaguirre, Especialista Sênior em Mudanças Climáticas, ESSA Technologies Inc., Canadá.

Fontes de informação:

Entrevistas com:

  • Ayano Megersa, agricultor, 26 de abril de 2013.
  • Gete Tolosa, agricultora, 26 de abril de 2013.
  • Bayu Daba, agricultor, 27 de abril de 2013.
  • Birke Woqo, agricultora, 27 de abril de 2013.
  • Kebede Jiru, idoso, 29 de abril de 2013.
  • Megersa Irena, agrônoma, 8 de maio de 2013.
  • Yeshi Begna, agricultora, e seu filho Deyasa Jiru, maio de 2013.

A Rádio Rural Internacional (Farm Radio International) é uma organização canadense sem fins lucrativos dedicada a apoiar emissoras de rádio em países em desenvolvimento para fortalecer comunidades rurais e a agricultura em pequena escala.

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Esta versão em português é um trabalho voluntário, independente da organização e oferecido gratuitamente para as emissoras de rádio dos países de língua portuguesa. O texto foi traduzido para o português do Brasil, mas pode ser adaptado com facilidade para o português falado em outras partes do mundo (para dúvidas sobre os termos empregados, utilize o formulário de contato em https://radioruralportugues.wordpress.com/creditos-e-contato/).

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