Várias cabeças pensam melhor do que uma: a história da cooperativa de Ngolowindo

Material produzido pela Rádio Rural Internacional em 1° de dezembro de 2011, como parte do pacote de informações n° 94.

Original em inglês disponível em: http://www.farmradio.org/radio-resource-packs/package-94-african-farm-radio-research-initiative-afrri/many-heads-are-better-than-one-the-story-of-ngolowindo-co-operative/.


Observações para as emissoras:

As cooperativas oferecem muitos benefícios para os seus membros. Elas ajudam os agricultores a comercializar seus produtos, ter acessos a insumos agrícolas e diverificar sua renda. Ao fazê-lo, eles aumentam sua receita, melhoram sua segurança alimentar e ajudam a cuidar da saúde e educação das suas famílias.

Como outros agricultores, os membros de cooperativas agrícolas às vezes enfrentam desafios com relação à comercialização, renda, sustentabilidade dos seus negócios agrícolas e assim por diante. Mas, quando todos os membros abordam juntos essas questões, as soluções podem ser encontradas mais facilmente.

Este roteiro apresenta a Cooperativa de Ngolowindo, no Maláui, como ela surgiu, suas conquistas e desafios. Ele destaca a força e os benefícios das cooperativas. Este roteiro poderá incentivar as cooperativas, clubes, associações e indivíduos a aprender como reduzir alguns dos seus medos e problemas e maximizar os seus lucros, mantendo a sustentabilidade.

Este roteiro aborda preocupações financeiras experimentadas pela cooperativa. Você poderá querer entrevistar um especialista em negócios de cooperativas depois de transmitir este roteiro. Um bom plano de negócios para uma cooperativa deverá garantir que as taxas pagas para eletricidade e as taxas cobradas sobre pagamentos de empréstimos cubram os custos da depreciação de equipamento, de forma, por exemplo, que seja possível substituir as bombas quando necessário. Quando o equipamento é recebido por meio de doações, é extremamente importante garantir que as cooperativas analisem amplamente como se manterão, incluindo os custos de manutenção e substituição dos ativos doados. Talvez a cooperativa possa obter um empréstimo a longo prazo e garantir que as taxas de pagamento de empréstimos sejam suficientes para cobrir o empréstimo e outros custos fixos.

Este roteiro é baseado em uma entrevistas real. Você poderá utilizá-lo como inspiração para pesquisar e escrever um roteiro sobre uma cooperativa de agricultores na sua região. Ou você poderá optar por produzir este roteiro na sua emissora, utilizando vozes de atores para representar os participantes, adaptando o roteiro, neste caso, alterando os nomes dos personagens e os detalhes da situação. Se o fizer, não se esqueça de dizer aos seus ouvintes no início do programa que as vozes são de atores e não das pessoas envolvidas nas entrevistas originais.


Roteiro:

Vinheta de abertura sobe, depois desce abaixo do apresentador

Apresentador: Bem-vindo, ouvinte de (nome do programa), transmitido todo (dia da semana) na sua emissora. Como sempre, aqui estou eu, (nome do radialista).

Vinheta de abertura sobe e desce com a voz do apresentador

Apresentador: Caros ouvintes, hoje temos a história real da Cooperativa de Ngolowindo, ou o “tomate sempre sorridente”, como ela é conhecida. A reportagem cobre o início das atividades da cooperativa, as conquistas sendo atingidas e as principais forças que contribuíram para o seu sucesso. Quais são alguns dos problemas que os membros da cooperativa enfrentaram nos últimos 27 anos? Eles vão superar os sérios desafios que estão enfrentando? Estas são as questões que exploraremos no nosso programa de hoje.

(Pausa) Ngolowindo está situada na região central do Maláui, a cerca de dez quilômetros a leste de Salima. Eu visitei a Cooperativa de Ngolowindo diversas vezes. É uma cooperativa empreendedora, com muitos recursos e potenciais, alguns dos quais você vai conhecer durante a entrevista a seguir. Passo o microfone para o nosso repórter, que irá conversar com a presidente da cooperativa.

Música por dez segundos, depois desaparece

Repórter: Olá! Sou Gladson Makowa. Gostaria de falar com a sra. para aprender sobre a sua cooperativa. Poderia apresentar-se?

Eluby: Meu nome é Eluby Tseke.

Repórter: Qual é o seu cargo na Cooperativa de Ngolowindo?

Eluby: Sou a presidente da Cooperativa de Ngolowindo.

Repórter: Quando Ngolowindo começou?

Eluby: Como esquema de irrigação, ela começou em 1984. Mas, como cooperativa, começou em 2001.

Repórter: Como começou o esquema de irrigação?

Eluby: Ele surgiu como qualquer outro projeto de desenvolvimento implementado pelos governos. Começou com a Assembleia Distrital. O Ministério da Agricultura e da Irrigação, como se chamava na época, começou o projeto. Eles visitaram a autoridade tradicional para informá-lo e depois informaram todos os responsáveis da aldeia sobre o projeto. A União Europeia contribuiu com algum dinheiro e o governo do Maláui administrou o projeto.

Repórter: Como surgiu a ideia de crescer para tornar-se uma cooperativa?

Eluby: Em 1998, o Departamento de Irrigação entregou o esquema de irrigação para o povo. Então continuamos a trabalhar por conta própria. Recebemos na época alguns visitantes da Faculdade de Bunda. Depois de observar como éramos unidos e esforçados, eles nos aconselharam a transformar nosso projeto em uma cooperativa ou uma associação. Eles nos aconselharam a ligar para o Ministério da Indústria e Comércio e pedir a eles que viessem nos ensinar sobre cooperativas e associações.

Repórter: O que vocês decidiram?

Eluby: Optamos por uma cooperativa. Havíamos ouvido que uma cooperativa é um grupo formado por pessoas segundo suas próprias vontades, com os problemas e necessidades de todos sendo tratados igualmente. Os membros de uma cooperativa contribuem financeiramente com o capital e reúnem suas preocupações, tempo e interesse. Se a cooperativa tiver lucro ou prejuízo, todos eles compartilham. Então as pessoas votaram por unanimidade que nos tornássemos uma cooperativa.

Repórter: Qual é o segredo atrás do sucesso da sua cooperativa e da longa vida do seu grupo, de mais de 25 anos?

Eluby: A organização permaneceu junta todo esse tempo porque ela atende às necessidades das pessoas. Além disso, temos diferentes comitês que abordam diferentes questões na cooperativa.

Repórter: Quais são esses comitês?

Eluby: Temos um comitê de administração e, abaixo dele, temos subcomitês como os subcomitês de irrigação, comercialização, disciplina, crédito, educação e patrimônio.

Repórter: Quais são as obrigações desses subcomitês?

Eluby: O subcomitê de patrimônio cuida de todas as ferramentas e equipamentos da cooperativa. Ele aluga ferramentas e garante que todo o equipamento seja devolvido. O subcomitê de disciplina executa as regras e garante a ordem entre os membros.

Repórter: Quais regras vocês têm na cooperativa?

Eluby: Não roubarás. O membro que é apanhado roubando é expulso. Não cometerás adultério. Estamos tentando evitar a difusão da pandemia de HIV e AIDS/SIDA entre os membros. Fazemos com que ninguém seja encontrado fazendo sexo com um membro do grupo. Se for pego no ato, você é expulso.

Repórter: A sra. quer dizer que casar com outro membro é proibido?

Eluby: Não. Mas não queremos promiscuidade no nosso grupo. Se um homem casado for encontrado com uma mulher casada ou solteira, os dois são expulsos. Ou, se uma mulher casada for encontrada com outro homem casado ou solteiro, eles são expulsos. Não queremos que a cooperativa seja uma fonte de HIV e AIDS/SIDA, nem que acabe com o casamento das pessoas.

Repórter: As pessoas gostam dessas regras?

Eluby: Sim, eles estão satisfeitos. E são eles que fizeram essas regras. Estas são algumas das regras que mantêm a nossa cooperativa.

Repórter: Qual é a função do subcomitê de comercialização?

Eluby: O subcomitê de comercialização compra a produção cultivada pelos membros da cooperativa e a vende em seguida para os nossos mercados.

Repórter: Como o subcomitê encontra os mercados?

Eluby: Os mercados às vezes são encontrados antes de começarmos a plantar e, às vezes, quando a produção está prestes a amadurecer. Definimos antes do início da estação de cultivo quanta terra e que quantidade de cada produto iremos cultivar, e quem irá comprar de nós.

Repórter: Outros agricultores estão achando difícil encontrar mercados. Como vocês conseguem?

Eluby: Conseguimos porque muitos compradores grandes nos conhecem. Eles sabem que produzimos frutas e legumes de muito boa qualidade.

Repórter: Existem diferenças entre os agricultores que são membros da cooperativa e os que não são membros?

Eluby: Sim, existem muitas diferenças. Os membros recebem bons lucros, que os ajudam a comprar e manter suas casas. Às vezes temos pouca chuva, as pessoas colhem menos alimentos em um ano e não têm dinheiro. Quando isso acontece, podemos ajudá-los a plantar e cultivar mais alimentos e ganhar dinheiro utilizando um fundo que consiste de lucros feitos com a venda de safras de inverno.

Repórter: Se um membro deixar de produzir o suficiente na estação de plantio de inverno por problemas imprevistos, vocês têm seguro para cobrir esses problemas?

Eluby: Nunca tivemos problemas ao ponto de que os fazendeiros atrasassem os pagamentos dos empréstimos. Eles sempre conseguem pagar todos os empréstimos.

Repórter: Ah, então vocês têm crédito e empréstimos!

Eluby: Sim. O comitê de crédito administra os empréstimos. Esse comitê distribui os empréstimos e recebe os pagamentos dos membros.

Repórter: Que tipo de empréstimos?

Eluby: A cooperativa compra insumos em quantidade para ter descontos por volume. Esses insumos são então fornecidos aos nossos membros como empréstimo. Nós deduzimos os pagamentos dos empréstimos na época da colheita. Também damos empréstimos para o pagamento de eletricidade para bombear água. Nós instalamos bombas elétricas subterrâneas para bombear água. A cooperativa precisa pagar as tarifas de água todo mês. Essa cobrança de eletricidade para bombear água também é deduzida dos agricultores como pagamento de empréstimo.

Repórter: Como vocês recebem o dinheiro para pagar a eletricidade?

Eluby: Cobramos por colina. Planejamos todos os anos quantos hectares vamos atribuir a cada safra. Por exemplo, se planejamos cultivar dois hectares de tomates, cobramos um montante fixo por colina. Cada colina tem cem metros de comprimento.

Repórter: Quanto é cobrado de eletricidade por colina?

Eluby: Atualmente, cobramos 650 kwachas malauianos por colina, o que dá cerca de quatro dólares por colina.

Repórter: Antes, quando vim visitar Ngolowindo, a sra. me disse que o seu principal problema era o alto custo de eletricidade. Como estão as coisas agora com as tarifas elétricas?

Eluby: Altas tarifas de eletricidade ainda são o nosso principal problema. Ainda estamos pedindo ao governo que encerre rapidamente as negociações com o fornecedor de eletricidade para podermos receber um subsídio sobre os preços da energia elétrica. Nossas contas ainda estão muito altas.

Repórter: Quanto vocês pagam por mês?

Eluby: Quando usamos apenas uma bomba, pagamos cerca de 125.000 kwachas por mês (nota do editor: cerca de US$ 820).

Repórter: Quanto vocês recebem por mês dos membros?

Eluby: Não cobramos por mês, mas por colheita, a cada cerca de três meses para as safras irrigadas. As safras irrigadas são colhidas a cada três meses durante a estação seca. Cobramos então não menos de 300.000 kwachas por colheita (nota do editor: cerca de US$ 2000).

Repórter: 300.000 kwachas são suficientes para pagar toda a conta de eletricidade?

Eluby: Não chega. Só conseguimos pagar toda a conta de eletricidade quando cultivamos produtos de alto valor, como tomates. Mas perdemos dinheiro quando usamos essas bombas para regar milho. O milho não dá alto retorno em comparação com produtos de alto valor como tomates.

Repórter: A cooperativa vem se mantendo por muito tempo sem entrar em colapso com essas altas tarifas elétricas. Quem os apoia?

Eluby: Com a ajuda do governo, estamos ainda negociando com a companhia fornecedora de eletricidade. A companhia de eletricidade diz que devemos fazer um contrato. Eles dizem que podem cobrar uma tarifa reduzida se concordarmos em usar a eletricidade somente à noite.

Repórter: Quando vocês vão assinar esse contrato?

Eluby: Estamos aguardando que o Departamento de Irrigação termine as negociações em nosso nome.

Repórter: Vocês têm empregados que recebem salário?

Eluby: Sim, temos alguns: um motorista, um caixa, um encarregado de estoque e dois seguranças.

Repórter: Se vocês têm um motorista, isso quer dizer que vocês têm um carro. Como vocês o conseguiram?

Eluby: Houve uma organização não-governamental italiana entre 2002 e 2004, chamada Cooperação para o Desenvolvimento de Países Emergentes, que era financiada pela União Europeia. O projeto forneceu um caminhão para nós.

Repórter: O que mais essa ONG forneceu de ajuda?

Eluby: Eles compraram o veículo para nós; eles construíram um armazém, uma câmara frigorífica, perfuraram um poço e instalaram uma bomba. Eles aumentaram o tanque de armazenagem de água e expandiram a área de canteiros irrigados com canais de 14 hectares para 17. Eles também nos deram treinamento por seis meses sobre administração de cooperativas. O projeto durou três anos.

Repórter: Como você sabe que os seus gastos de água estão de acordo com a sua renda?

Eluby: Recebemos o dinheiro dos agricultores na época de venda das safras. Normalmente, estabelecemos o preço de compra com os membros antes que eles cultivem os produtos. O nosso preço de compra dos produtos é definido pela cooperativa. O preço é um pouco mais baixo que o preço real de mercado. Isso ocorre porque o dinheiro usado pela cooperativa para pagar os seus funcionários e outros custos fixos são deduzidos do total. Também deduzimos do total o custo da eletricidade, insumos e outras compras.

Repórter: Você pode dar um exemplo dos preços que pagam aos agricultores e os seus preços de venda em outros mercados?

Eluby: Os nossos preços de venda dependem da demanda no mercado. Mas tentamos garantir a venda a preço mais alto que os outros comerciantes. Por exemplo, se temos um mercado que compra de nós a 80 kwachas por quilo, poderemos comprar do agricultor a 60 kwachas. Compramos usando uma balança e pagamos por quilo, enquanto outros comerciantes pequenos apenas adivinham os preços. Os agricultores sabem que somos mais honestos que os outros fornecedores. Nós não barganhamos; temos preços fixos. Compramos tudo dos nossos membros e depois planejamos o que fazer com os produtos. Outros fornecedores apenas compram o suficiente para si próprios, o máximo que eles podem administrar.

Repórter: A sra. falou sobre empréstimos aos agricultores. Qual a diferença entre os seus empréstimos e os empréstimos bancários?

Eluby: Nós compramos os produtos em quantidade e barato. Sobre esse baixo preço de compra, cobramos 15% de juros, enquanto os bancos cobram de 25 a 35%. Veja que só concedemos empréstimos aos nossos membros.

Repórter: Os membros estão se beneficiando desse acordo?

Eluby: Os agricultores estão satisfeitos. Alguns construíram casas, compraram animais, pagaram mensalidades de escola secundária para seus filhos e outros dependentes e tiveram muitos outros benefícios.

Repórter: Se as pessoas estão de fato aproveitando a oportunidade, quantos membros vocês têm?

Eluby: Somos 145 membros e temos 25 candidatos cujas inscrições estamos analisando.

Repórter: Quais qualificações vocês procuram nos membros?

Eluby: Não queremos aqueles que tenham sido condenados por roubo ou sofram de epilepsia. Temos um tanque de água que está sempre aberto e temos grandes canais de água; por isso, não queremos acidentes com pessoas com epilepsia. Além disso, queremos gente que trabalhe muito. Conhecemos as pessoas porque eles vivem conosco em nossas aldeias.

Repórter: Se os membros perderem familiares e tiverem problemas, que apoio eles recebem?

Eluby: Temos uma conta de assistência social com a qual todos os membros contribuem. Essa conta ajuda aqueles que têm grandes problemas, como o funeral de um parente próximo, como um filho, marido ou esposa. Temos membros cristãos e muçulmanos. Apoiamos os membros de acordo com a sua fé.

Repórter: Quais são os principais problemas enfrentados pela cooperativa?

Eluby: Atualmente, todas as três bombas nos nossos três poços estão desligadas. Por isso, este ano, ainda não começamos seriamente a agricultura irrigada. Nós plantamos, mas há falta de água porque as bombas de irrigação estão quebradas. Estamos ainda procurando novas bombas. Este é o problema mais assustador que já enfrentamos. Lembre-se de que gastamos grande parte da nossa receita em altas tarifas elétricas e ainda estamos negociando com o fornecedor de eletricidade para reduzir essas tarifas. Além disso, não temos compradores estáveis que possam comprar todos os nossos produtos. Temos alguns compradores, mas precisamos de mais mercados. E os mercados que encontramos não oferecem oportunidades para agricultura contratada. Estes são os nossos principais problemas.

Repórter: Se vocês ainda não começaram seriamente a plantar este ano, o que farão para garantir o plantio de algumas safras de inverno?

Eluby: Levamos as bombas para eletricistas e mecânicos, mas eles disseram que elas estão completamente gastas e que precisamos substituí-las. Queremos comprar bombas novas antes do final da estação de irrigação. Estamos ainda discutindo isso com o nosso grupo.

Repórter: O governo compra as bombas para outros pequenos agricultores… como o governo ajudou vocês?

Eluby: Eles ainda não nos ajudaram. Talvez eles ainda estejam procurando saber como podem ajudar.

Repórter: Quanto custam as bombas no mercado?

Eluby: Uma bomba pequena durável custa 300.000 kwachas (US$ 2000). Bombas grandes como as que usamos custam cerca de 800.000 kwachas (US$ 5250).

Repórter: Vocês vão plantar alguma safra irrigada este ano?

Eluby: Nossa estação de inverno começa em fevereiro. Nós plantamos tomates em fevereiro, mas a colheita não foi boa devido à falta de água. Agora estamos ainda procurando formas de encontrar uma bomba.

Repórter: Vocês têm fundos suficientes na conta para a sobrevivência da sua cooperativa?

Eluby: Não vou anunciar o valor, mas a cooperativa não está fechando. Ainda estamos nos reunindo e procurando formas de solucionar o problema das bombas de água. Tentaremos negociar com algumas companhias para pagar um depósito e depois o restante. Esta é uma das opções que temos.

Repórter: Mas pelo menos vocês têm dinheiro suficiente para pagar o depósito para uma companhia, certo?

Eluby: O dinheiro que temos é suficiente para pagar um depósito para uma bomba menor, mas achamos que não é uma boa escolha para uma plantação grande como a nossa. Precisamos de uma bomba maior. É por isso que digo que estamos ainda procurando outras opções.

Repórter: Bombas movidas a combustível podem funcionar?

Eluby: Não, de forma nenhuma. Elas não podem fazer o trabalho que precisamos. Nossos poços têm 70 metros de profundidade e as bombas de combustível não podem trabalhar com eles. Mesmo se pudessem, a sua operação poderia ser mais cara.

Repórter: Para terminar, como vocês farão com que Ngolowindo, o tomate sempre sorridente, como diz o seu lema, continue a sorrir?

Eluby: Apenas incentivo todos os membros a permanecerem unidos e contribuírem com a compra da bomba de que precisamos, para podermos continuar a ter a boa vida que todos temos tido. Também convoco as pessoas de boa vontade a ajudarem com este problema.

Repórter: Obrigado por compartilhar seu tempo conosco. Hoje ouvimos e aprendemos com a Sra. Eluby Tsekwe da Cooperativa de Ngolowindo em Salima, no Maláui, sobre o que envolve a condução de cooperativas, as vantagens e alguns dos desafios que elas enfrentam. Não esqueça que, nas cooperativas, você compartilha ideias, lucros e perdas. Como dizem os mais antigos, várias cabeças pensam melhor do que uma. É melhor unir-se a um grupo onde você pode aprender alguma coisa. Forme clubes e aumente o seu conhecimento e poder de barganha. Eu sou seu repórter, Gladson Makowa.


Créditos

  • Contribuição de Gladson Makowa, estudante da Universidade de Agricultura e Recursos Naturais de Lilongwe, no Maláui.
  • Revisão: John Julian, Diretor, Política e Comunicações Internacionais, Associação Canadense de Cooperativas.

Fontes de informação:

Entrevista com a Sra. Eluby Tsekwe, presidente da Cooperativa de Ngolowondo no Distrito de Salima, região central do Maláui, 2 de junho de 2011.


A Rádio Rural Internacional (Farm Radio International) é uma organização canadense sem fins lucrativos dedicada a apoiar emissoras de rádio em países em desenvolvimento para fortalecer comunidades rurais e a agricultura em pequena escala.

Segundo a organização, o material da Rádio Rural Internacional pode ser copiado ou adaptado para distribuição gratuita ou a preço de custo, com crédito para a Rádio Rural Internacional e para as fontes originais.

Esta versão em português é um trabalho voluntário, independente da organização e oferecido gratuitamente para as emissoras de rádio dos países de língua portuguesa. O texto foi traduzido para o português do Brasil, mas pode ser adaptado com facilidade para o português falado em outras partes do mundo (para dúvidas sobre os termos empregados, utilize o formulário de contato em https://radioruralportugues.wordpress.com/creditos-e-contato/).

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