A história de sucesso de Agatha Ngoma, pequena agricultora de Zâmbia: agricultura de conservação para melhor produção

Material produzido pela Rádio Rural Internacional em 14 de novembro de 2013, como parte do pacote de informações n° 97.

Original em inglês disponível em: http://www.farmradio.org/radio-resource-packs/package-97-growing-groundnuts/the-success-story-of-agatha-ngoma-a-small-scale-farmer-in-zambia-conservation-agriculture-for-better-yields/.


Observações para as emissoras:

Nos últimos anos, as ameaças impostas pelas mudanças climáticas, degradação ambiental e insegurança alimentar na África tornaram-se óbvias para todos. Mas as famílias rurais necessitam de soluções práticas para os desafios impostos por solos pobres, poucas chuvas e baixa produção.

A agricultura de conservação oferece aos pequenos agricultores a oportunidade de atingir melhores condições de vida face a todos esses desafios. Ela consiste de métodos muito simples de plantio, que incluem a redução dos danos ao solo durante a preparação da terra, sem queima de resíduos da produção após a colheita, rotação de safras e uso, sempre que possível, de fontes orgânicas como composto e esterco animal para o fornecimento de nutrientes agrícolas, substituindo os fertilizantes químicos.

Em Zâmbia, muitos pequenos agricultores ainda usam métodos tradicionais para cultivar seus campos. Eles escavam um campo e, em seguida, preparam montes ou saliências nas quais é realizado o plantio. Mas, devido à seca, o desempenho da produção sempre é ruim e o rendimento frequentemente é muito baixo. Muitas residências ficam sem alimentos entre novembro e fevereiro ou março do ano seguinte, quando podem colher sua nova safra.

A agricultura de conservação tem feito muita diferença para pequenos agricultores pobres de recursos mas ainda viáveis. Muitas residências agora possuem alimentos suficientes ao longo de todo o ano e, às vezes, possuem até excedente para venda.

Este programa foi produzido em 2011 pela Breeze FM de Chipata, leste de Zâmbia, mas vem sendo retransmitido muitas vezes por solicitação dos pequenos agricultores. Agatha Ngoma é um exemplo da maioria das mulheres rurais que sofrem com os costumes culturais que parecem escravizar as esposas aos seus maridos. O marido dela considerava-a uma trabalhadora sem salário e uma máquina de fazer filhos. Por isso, a sua família era grande e pobre. Existem muitas mulheres em situações como esta em muitas áreas rurais da África subsaariana.

Mas Agatha era ambiciosa. Ela participava de todos os programas de desenvolvimento realizados na sua região. Por isso, ela acabou envolvendo-se em agricultura de conservação. Muito rapidamente, sua vida mudou para melhor. Havia alimento suficiente em casa e ela podia enviar seus filhos para a escola sem nenhum apoio do seu displicente marido. Na verdade, ela começou a dar dinheiro a ele para sua garrafa diária de kachasu, um destilado local ilegal e altamente tóxico. Isso contribuiu para a morte dele em 2012. Embora Agatha fosse fortemente afetada, a morte do seu marido pareceu renovar sua energia e ela abraçou a agricultura de conservação com vigor e paixão.

Este roteiro conta como Agatha mudou sua vida com a agricultura de conservação. Você poderá utilizá-lo como inspiração para pesquisar e escrever um roteiro sobre agricultura de conservação ou outra prática agrícola que poderá ser de benefício na sua região. Ou poderá decidir dramatizar este roteiro na sua emissora, utilizando radioatores para representar as pessoas. Se o fizer, não se esqueça de dizer aos seus ouvintes no início do programa que as vozes são de atores e não das pessoas originalmente envolvidas nas entrevistas.

A duração do programa original completo, com introdução, encerramento, efeitos sonoros e outros intervalos era de trinta minutos. O roteiro poderá, entretanto, ser produzido em duas partes. Pode ser aconselhável produzir a entrevista com o agente de extensão rural como a primeira parte do programa. Se fizer isso, lembre-se de informar seus ouvintes que, no programa seguinte, você falará com uma agricultora que está praticando com sucesso o que eles acabaram de ouvir.


Roteiro:

Personagens:

  • Apresentador
  • Vainess Zulu – agente de extensão rural
  • Agatha Ngoma – pequena agricultora
  • Kawamba Phiri – chefe da aldeia

(Vinheta de abertura sobe e desce)

Apresentador: Olá, amigo agricultor! Meu nome é Filius Chalo Jere, o seu apresentador de sempre em Agricultura é Negócio! No nosso programa de hoje, vamos conhecer uma mulher notável que superou fortes desafios e conseguiu melhorar as condições de vida de sua família. Ela conseguiu isso substituindo métodos agrícolas tradicionais pelo que podemos chamar de nova forma de agricultura para ela.

Como de hábito, o objetivo deste programa é mostrar que a agricultura não é apenas arranhar a terra sem propósito com uma enxada cega! Se você seguir métodos adequados, a agricultura pode alimentar bem sua família e aumentar sua renda!

(Ponte – música instrumental rural curta, por exemplo tambores, por cerca de trinta segundos)

É agora comum que muitos pequenos agricultores obtenham baixo rendimento safra após safra. Muitos culpam a pouca chuva e solos ruins por isso. Mas hoje vou levar você a uma área rural na região de Mshawa, a trinta quilômetros de Chipata, no leste de Zâmbia. Quero apresentar Agatha Ngoma, uma agricultora notável que está conseguindo muito bom rendimento, apesar dos solos fracos e da pouca chuva. Ela adotou um método de agricultura chamado de agricultura de conservação. Ela começou utilizando a enxada Chaka. Mas agora ela usa um rasgador puxado por bois.

Eu sei que você está se perguntando o que é uma enxada Chaka e o que é um rasgador! Mas não se preocupe, pois, durante o trajeto para encontrar essa mulher de sucesso, pararemos para conversar com a agente de extensão rural daquela região. Ela é quem me contou sobre essa agricultora e vai explicar o que são essas ferramentas.

Agora, chega de perder tempo, pois vamos viajar muito. Por isso, coloque o seu capacete e vamos embora!

(Motocicleta dando a partida)

Apresentador: (voz sob o som abaixado da motocicleta) A estrada é relativamente boa na maior parte do caminho. Mas é preciso ter cuidado, porque, de vez em quando, você pode atravessar algum buraco que pode realmente causar um acidente sério. Esta é a situação de muitas estradas rurais em Zâmbia.

Estamos na principal estação de venda e encontramos muitos carros de boi ao longo do caminho, indo para o mercado. A maioria está carregando sacos de milho, enquanto outros estão carregando sacos de amendoins e de soja. Estes são alguns dos produtos mais populares entre os pequenos agricultores por aqui.

(Som da motocicleta reduzindo a velocidade)

Chegamos à casa da agente de extensão rural. Seu nome é Vainess Zulu. Ela é uma jovem encantadora, com pouco mais de vinte anos de idade. Ela poderia ter escolhido muito facilmente outro tipo de emprego na cidade. Mas ela diz que adora viver e trabalhar entre as pessoas do campo para ajudá-los a melhorar de vida.

A sua casa pertence ao governo, é muito pequena e consome energia solar em vez de eletricidade. Ela usa uma latrina atrás da sua pequena casa e sua água vem do poço comunitário mais próximo.

Hoje ela deve visitar os agricultores na sua motocicleta. É isso o que ela faz na maior parte do tempo. Mas pedi a ela que esperasse um pouco para que pudesse explicar para nós sobre a enxada Chaka, o rasgador e a agricultura de conservação em geral.

(Som da motocicleta diminui até parar em marcha lenta)

Vainess: Sim, eu adoro ajudar a melhorar a vida dessas pessoas. Muitos deles não sabem a sorte que têm de possuir alguma terra. Eles podem ser bem sucedidos apenas cultivando a terra.

Como disse a você por telefone, tenho uma reunião com um grupo de agricultores que estão prontos para vender suas safras. Quero aconselhá-los a não vender toda a produção, mas separar o suficiente para suas famílias até a próxima safra.

Apresentador: você realmente precisa dizer a eles que façam isso?

Vainess: Infelizmente, sim. Alguns agricultores acham que o dinheiro é tudo. Eles vendem quase toda a sua safra de alimentos e passam o resto do ano lutando para encontrar comida para suas famílias. Isso não é bom, porque atrasa o trabalho nos seus próprios campos.

De qualquer forma, seja bem-vindo! Ainda tenho alguns minutos antes da reunião. O que você quer saber?

Apresentador: Obrigado por me esperar. Não ocuparei muito do seu tempo. Quero saber um pouco mais sobre agricultura de conservação. Você disse que é uma forma muito boa de cultivo para os pequenos agricultores. Por quê?

Vainess: Existem muitas razões. Mas a agricultura de conservação é boa especialmente para os agricultores em regiões onde o solo é fraco com muito pouca chuva. Ela ajuda a conservar e melhorar o solo, além de reter a umidade.

Apresentador: Como ela resolve o problema de solos fracos e muito pouca chuva?

Vainess: Você pode não acreditar, mas essa forma de agricultura envolve práticas simples de cultivo que quase poderiam ser consideradas retrógradas. Como o solo é muito fraco, digo aos agricultores para cavar reservatórios nos seus campos, usando uma enxada Chaka. É uma enxada muito forte, especialmente projetada para cavar fundo no solo até romper a camada compactada.

Apresentador: O que é a camada compactada?

Vainess: A camada compactada é a camada dura de solo compactado que se desenvolve embaixo da camada superior do solo ao longo dos anos, quando os agricultores utilizam métodos que somente movem a camada superior em uma direção em uma estação e em outra direção na estação seguinte. A camada imediatamente abaixo dessa camada superior fica compactada e as raízes de muitas plantas normalmente deixam de penetrar além desse ponto. Como resultado, quando há seca, as plantas murcham muito rapidamente.

Apresentador: Assim, o trabalho da enxada Chaka é o de romper o que você chama de camada compactada para que as raízes das plantas possam ir mais fundo?

Vainess: Sim, mas há muito mais a respeito. A enxada Chaka é feita do tamanho exato de uma sementeira padrão. Ou seja, ela tem quinze centímetros de largura, vinte a 25 centímetros de profundidade e trinta centímetros de comprimento.

Apresentador: Isso significa que os agricultores devem medir cada sementeira?

Vainess: Isso não seria prático. Digo aos agricultores que usem seus pés para medir o comprimento de cada sementeira. A maioria deles tem pés grandes que medem de 25 a trinta centímetros. Quanto à largura, é por isso que a enxada Chaka tem quinze centímetros de largura. Para a profundidade, digo a eles que usem a mão até o pulso com os dedos totalmente esticados.

Apresentador: parece que as medidas são muito importantes. Por quê?

Vainess: A agricultura de conservação é uma forma muito precisa de cultivo. Por isso, é possível calcular quantas sementes e quanto fertilizante ou esterco o agricultor necessitará aplicar e quanto ele ou ela pode esperar colher.

Meus agricultores trabalham em canteiros quadrados de cinquenta por cinquenta metros. Chamamos esse canteiro de lima. Isso quer dizer “cultivar” no idioma local. Cerca de setenta sementeiras podem caber em uma fileira reta a setenta centímetros do centro de um canteiro até o centro do canteiro seguinte. As fileiras devem estar a noventa centímetros de distância e podem ser feitas cerca de 55 fileiras em uma lima.

Apresentador: Puxa, deve ser muito trabalho! Com certeza não é fácil cultivar uma área tão grande.

Vainess: Concordo, mas somente é necessário cavar realmente as sementeiras no primeiro ano. Mas incentivo os agricultores a ter três ou quatro limas, para poderem praticar a rotação da produção. A rotação da produção é essencial e muito boa para a lavoura.

Apresentador: Já ouvi isso. Mas o cultivo de três ou quatro canteiros só aumenta a carga de trabalho, não é isso?

Vainess: Talvez. Mas a agricultura de conservação favorece especialmente as mulheres agricultoras.

Apresentador: Como assim?

Vainess: As mulheres gostam de trabalhar em grupos. Na nossa região, elas trabalham em um campo até o final. Isso normalmente leva três dias. Depois elas mudam para outro campo até que tenham ajudado todos os membros do seu grupo.

Após o primeiro ano, o agricultor precisa apenas enterrar o lixo do campo velho. A agricultura de conservação desencoraja a queima de lixo e resíduos da lavoura. Pelo contrário, eles devem ser cortados e depositados entre as fileiras das sementeiras. Eles agem como adubação verde que conservará a umidade e protegerá o solo contra o calor direto do sol. Eventualmente, o lixo e os resíduos da lavoura se decompõem e tornam-se húmus. O plantio é sempre realizado nas mesmas sementeiras de plantio, ano após ano. Com a camada compactada desfeita, isso é normalmente um trabalho fácil, novamente adequado para as mulheres. Para o cultivo de áreas grandes, apresentei aos agricultores o rasgador.

Apresentador: o que é um rasgador?

Vainess: Um rasgador é apenas um pedaço forte e pequeno de metal, chamado de dente. Ele é encaixado sobre a estrutura de arado puxado por bois comum. Você precisa remover as lâminas e aivecas, para que haja somente esse pedaço de metal.

Quando os bois puxam o arado, o dente apenas rasga uma linha reta profunda no solo. Ajustando o arado, você pode fazer com que a linha rasgada seja suficientemente profunda para romper a camada compactada. Como as fileiras de sementeiras, os sulcos também devem estar a noventa centímetros de distância entre si. É ali que o agricultor aplica o esterco ou fertilizante e planta as sementes seguindo o tempo e as medições corretas.

Apresentador: Quais são o tempo e as medições corretas?

Vainess: As medições para cultivo nas linhas rasgadas são diferentes, dependendo das sementeiras e do produto sendo semeado. Para milho, o agricultor deve depositar uma semente a cada vinte centímetros. Isso deve ser feito pouco depois das primeiras chuvas em boa quantidade.

Apresentador: Por que foi necessário apresentar o rasgador aos seus agricultores?

Vainess: Em Zâmbia, os pequenos agricultores produzem mais de 70% do nosso milho. Ele é o nosso alimento básico e muitas pessoas nas cidades dependem dele. Como resultado, muitos pequenos agricultores querem cultivar o suficiente para poder vender parte do seu milho. Para fazer isso, eles precisam aumentar o tamanho dos seus campos. O rasgador ajuda a fazer isso. Ele permite a colheita suficiente para as necessidades dos fazendeiros e um adicional para venda. Você sempre diz aos agricultores no rádio que “agricultura é negócio”. Sim, é um negócio!

Apresentador: Preciso agradecer pela sua gentileza. Acho este assunto muito interessante. Mas estou certo de que os agricultores querem reunir-se com você e eu preciso seguir para encontrar a Sra. Agatha Ngoma.

Vainess: Você é sempre bem-vindo quando precisar de mais informações.

Por favor, mande lembranças minhas para Agatha. Fica a apenas dez quilômetros daqui, perto do armazém do mercado agrícola.

Apresentador: Existe um armazém de mercado agrícola ao longo desta estrada?

Vainess: Sim, mas a duzentos metros além do ponto onde você vira. Você encontrará um baobá e uma estrada de terra para a direita. É ali que você deve virar. Você verá imediatamente uma grande aldeia com a estrada de terra passando através dela. A casa da Agatha é a primeira do lado esquerdo. Por favor, diga a ela por mim para não vender toda a sua produção.

Apresentador: Eu direi, obrigado.

(Motocicleta dando a partida)

Apresentador: Caros ouvintes, preciso dizer que esta entrevista foi um prazer. Segundo a agente de extensão rural, a agricultura de conservação é a resposta para os nossos agricultores, especialmente quando usam a enxada Chaka e o rasgador.

Vamos seguir até a Sra. Ngoma para descobrir como funcionam essas ferramentas.

(A motocicleta começa a andar, com canto de pássaros ao fundo)

Estou atravessando um país muito bonito. A terra atravessa montanhas, com bolsões de vales verdes onde os agricultores cultivam os seus legumes. Mas a maior parte da lavoura de sequeiro foi colhida e os campos estão vazios, aguardando a preparação para a próxima estação.

(Som da motocicleta reduzindo a velocidade)

Ah, aqui deve ser onde a Vainess disse que devo virar para a direita, pois aqui está essa grande árvore estranha. É a única árvore por aqui, como se servisse deliberadamente de marco indicador. Os turistas chamam-na de árvore-elefante e, acredite, o nome é bem adequado!

É uma visão bastante imponente com um tronco muito grosso que provavelmente necessitaria de dez pessoas com as mãos dadas para abraçá-la. Mas o mais espetacular é que ela não possui nenhuma folha. Ao contrário, ela tem apenas ramos vazios abertos, como se houvesse sido virada de cabeça para baixo, com as raízes no ar. Mas ela tem grandes frutos cinza redondos suspensos nesses ramos vazios. Pombos, pássaros pretos e outras aves parecem gostar do cenário. Em volta, a terra é plana com grama seca e arbustos.

(Som de pombos e outras aves)

Esta também deve ser a aldeia de Agatha, a apenas alguns metros da conversão. Ela é muito grande e limpa. As cabanas ficam em duas fileiras paralelas de cada lado da estrada de terra. Existe uma nsaka na frente de cada casa ou cabana. É um local especial, normalmente encontrado em todas as residências da aldeia. É um sinal claro de hospitalidade e disposição de receber visitantes. Ela normalmente consiste apenas de um teto com telhado de palha sobre postes, com bancos ou bancadas de argila no seu interior.

Posso ver que a primeira casa da fileira esquerda é uma pequena casa de tijolos vermelhos com um teto limpo de folhas novas de ferro corrugado e uma pequena varanda. Deve ser a casa de Agatha. Mas, segundo a tradição, devo começar apresentando-me ao chefe da aldeia. A sua casa deve ser aquela construção extensa coberta de grama à minha direita.

Por razões óbvias, a nsaka na frente da casa do chefe é muito maior que as outras. Há um banco de cabeça para baixo de um lado e uma bicicleta velha e mal cuidada, apoiada sobre um dos suportes de teto da nsaka. Vejo um homem idoso de cabelos brancos acenando uma esteira de juncos na frente dela. Ele deve ser o chefe.

(Som da motocicleta diminui até parar em marcha lenta)

Apresentador: Hodi! (Nota do editor: Hodi é a forma tradicional de solicitar respeitosamente a permissão na presença de alguém nos idiomas chewa/nyanja)

Chefe: Hodini! Bem-vindo, Baba. Meu nome é Kawamba Phiri. Sou o chefe desta aldeia. (Nota do editor: Hodini é a forma tradicional de aceitar a solicitação educada de um visitante para que seja recebido. Baba é o título respeitoso tradicional para homens mais velhos).

Posso ajudar?

Apresentador: Sim, Baba. Sou da Breeze FM e quero encontrar a Sra. Agatha Ngoma. Meu nome é …

Chefe: Você não precisa apresentar-se para nós, agricultores. Reconheci você assim que você disse hodi. Devo dizer que é ótimo conhecer o dono da voz que ouvimos dando instruções de extensão rural no rádio. Mas Mama Ngoma está no armazém do mercado perto do desvio. Ela está vendendo milho. Se você não se importa, venha sentar neste banco. Eu vou buscá-la para você.

Apresentador: O Sr. não precisa fazer isso, Baba. Se estiver bem para o Sr., voltarei e a encontrarei no armazém. Eu posso falar com ela ali.

Chefe: Não fica bem para um estranho falar com a esposa de alguém fora da aldeia. É melhor que eu vá buscá-la. Não há problema porque eu vou de bicicleta. Espere um pouco e descanse.

Apresentador: Está bem, então, Baba. É muita gentileza sua.

(Passos, bicicleta se afasta barulhentamente)

Seria muito bom andar pela aldeia enquanto o chefe está fora. Mas com certeza isso também seria contra as tradições. Preciso então contentar-me em observar a aldeia de onde me encontro, sentado, com meus olhos!

(Som de galinhas e gansos)

Há galinhas por toda parte, raspando o chão em busca de comida. Este é um dia de campo para elas, porque há muitos grãos derramados, principalmente perto dos celeiros. Os gansos também estão grasnando nos limites da aldeia. Eles estão amarrados a arbustos para evitar mau comportamento e para que não pastem. Também ouço porcos queixando-se em seus chiqueiros, onde ficam confinados.

Certamente há muitos animais nesta aldeia!

(Buzina de bicicleta e pedais)

Ah, aqui está o chefe. (Pausa) Não, deve ser a própria Agatha.

Agatha: Hodi! Sou Agatha Ngoma. O chefe me disse que você quer falar comigo. Eu ia recusar porque estou quase no fim da fila de pesagem. Mas ele disse que você é a voz do programa Agricultura é Negócio na Breeze FM. Então peguei a bicicleta dele emprestada para vir mais rápido. Ele ficou por lá para que os meus sacos sejam movidos para a frente até que estejam prontos para a pesagem. Quando for minha vez, ele vai me chamar.

Apresentador: Muito obrigado por vir do mercado para falar comigo. Soube de você pela agente de extensão rural e vim para saber se o que ela me disse sobre você é verdade. Ela mandou lembranças e disse para você não vender toda a sua produção.

Agatha: (rindo com alegria) Essa é a Vainess, sempre preocupada se vamos passar fome. Mas ela estava dizendo isso por hábito porque ela sabe que não posso fazer isso. Mas diga, como ela está?

Apresentador: Muito bem e saudável, devo dizer. Ela estava saindo para encontrar alguns agricultores. Agora, sei que você não tem muito tempo livre. Então vou tentar ocupar pouco do seu tempo.

Agatha: Obrigada. Mas, por favor, vamos para a minha casa e podemos falar livremente.

(Pegadas e sons de galinhas, gansos e outros ruídos da aldeia)

Apresentador: Eu tinha razão. A casa de Agatha é aquela que identifiquei quando cheguei. Como as outras casas e cabanas, ela tem uma latrina atrás. De fato, Agatha está certa em dizer que Vainess estava falando por hábito, pois ela deve saber que a sua melhor agricultora já guardou alimento suficiente para a família no celeiro. Há uma nsaka quase tão grande quanto a do chefe, com um banco de argila redondo para nos sentarmos.

Agatha: Precisei construir uma nsaka grande. Recebo muitos visitantes devido ao meu trabalho.

Sente-se, por favor, e diga o que você quer saber.

Apresentador: Obrigado. Primeiro, conte-me sobre você. A agente de extensão rural já me falou de você, mas seria bom saber de você novamente.

Agatha: Meu nome é Agatha Ngoma e esta é a aldeia de Kawamba, na área do Chefe Mshawa. Sou casada e tenho seis filhos, incluindo duas meninas. Que outros detalhes você precisa sobre mim?

Apresentador: Onde está o seu marido, Sra. Ngoma?

Agatha: (risinho) Você não precisa se preocupar porque o meu marido não é esse tipo de pessoa. Se ele viesse e nos visse conversando, ele só cumprimentaria você educadamente e desapareceria dentro da casa. Ele confia em mim e sabe que a maioria dos visitantes em nossa casa vem para o nosso bem. Com cerveja e outras coisas, a maioria dos nossos homens dificilmente está em casa. Então, a mulher precisa tornar-se um homem; senão, as crianças terão fome – e o homem também! Você entende o que quero dizer, não?

Apresentador: Acho que sim. Desculpe se toquei em algum ponto sensível. Estou interessado nas suas atividades de agricultura de conservação, especialmente o equipamento que você usa, como a enxada Chaka e o rasgador. Há quanto tempo você pratica esse tipo de agricultura?

Agatha: Venho praticando agricultura de conservação nos últimos seis anos. É este tipo de agricultura que desenvolvi ao ponto de poder orgulhosamente dizer que me tornei a principal responsável pelo sustento da família, em vez do meu marido. Ele tenta ao máximo, vai de um lado para o outro, procurando alguma coisa. Ele sempre volta para casa bêbado, displicente e com as mãos vazias. Mas a agricultura de conservação me permitiu construir esta boa casa para minha família. Também consegui comprar alguns bois e posso mandar minhas crianças mais velhas para a escola.

(Sons de bebê)

Apresentador: Tudo isso graças à agricultura de conservação?

Agatha: Sim!

Apresentador: Qual é o segredo dessa forma de agricultura que trouxe tanto sucesso para você?

Agatha: O segredo é que, quando você cultiva uma área pequena, você colhe muito. Por exemplo, se você plantar só meio acre de amendoim, você pode colher dez sacos ou mais. Normalmente, você precisaria de um acre inteiro para colher a mesma quantidade utilizando métodos de agricultura convencionais.

Quando adotei pela primeira vez esse tipo de agricultura, plantei um hectare de milho e colhi 120 sacas de 50 kg cada uma. Eu nunca havia colhido tanto milho antes. Isso me mostrou que a agricultura de conservação é mesmo uma forma muito boa de agricultura. (Nota do editor: a produção de Agatha aumentou imediatamente, na mesma estação. Contudo, dependendo do clima, do solo e de outras condições, pode levar mais tempo para conseguir produção similar em outros locais – em alguns casos, até quatro anos).

Apresentador: O que torna possível conseguir uma produção tão grande?

Agatha: É simples. Com a agricultura de conservação, você só faz o que é necessário no momento certo. Por exemplo, você não precisa escavar cada centímetro de terra da forma como costumávamos fazer. Você escava apenas a parte que precisa usar. Então eu não preciso mais limpar meus campos de grama ou resíduos de safra da estação anterior, como costumava fazer. Eu também preparo meus campos cedo, rasgando e aplicando esterco de gado ou composto bem antes. Como eu faço todas essas atividades agrícolas essenciais cedo, normalmente posso também plantar minhas sementes cedo. (Nota do editor: o plantio antecipado é vital para aproveitar a umidade do solo e minimizar a perda de nutrientes do solo durante as primeiras chuvas).

Apresentador: Com quanta antecedência?

Agatha: Logo depois da primeira boa chuva no final de novembro. Nessa época, o meu milho, amendoim e girassol normalmente já estão na terra. Por isso, eles recebem boa chuva e ficam fortes e resistentes ao primeiro período de seca. Este é o segredo do aumento da produção. É tão eficiente que nunca voltarei aos meus velhos dias de cultivo.

Apresentador: como você cultivava antes de começar a agricultura de conservação?

Agatha: Aquilo era escravidão. Eu precisava limpar os campos nos meses quentes de setembro e outubro. Depois disso, tinha que queimar os resíduos da safra e cavar sulcos para fazer o plantio. Isso se chama galauza na nossa língua chewa. (Nota do editor: chewa é o idioma local amplamente falado no leste de Zâmbia, Maláui e partes de Moçambique). É muito desgastante, posso afirmar!

Mas, em 2001, a Vainess veio apresentar um projeto chamado Programa contra a Má Nutrição. Ela queria pessoas que estivessem prontas para adotar a agricultura de conservação. Ela disse que teríamos sementes grátis como incentivo.

Após anos de desgaste da coluna com galauza, eu estava pronta para tentar qualquer coisa nova. Mas muitas pessoas recusaram porque significava muito trabalho no começo. A Vainess trouxe uma enxada estranha com um cabo muito comprido e disse que era uma enxada Chaka. Ela nos mostrou como escavar sementeiras de plantio, uma a uma, com essa enxada. Mas ela era mais pesada que a enxada comum. Por isso, muitas pessoas deixaram de usá-la adequadamente e continuaram com galauza.

Mas eu não desisti, porque sempre quero tentar algo que prometa melhorar o meu cultivo. Naquele ano, a chuva foi muito ruim e muitas lavouras se perderam. Várias pessoas tinham muito pouca produção. Mas a minha safra prosperou e o meu rendimento foi maravilhoso. Vainess estava muito feliz e disse que a pouca chuva foi boa para o projeto dela.

Apresentador: Como ela podia estar feliz enquanto as pessoas tinham pouca colheita? Isso traz fome para as pessoas!

Agatha: Sim, e a Vainess queria que elas vencessem a fome. Ela disse que as pessoas agora veriam claramente que, com a agricultura de conservação, seria possível para o agricultor ter boa colheita mesmo com muito pouca chuva.

Apresentador: Qual o motivo dessa eficácia?

Agatha: As sementeiras de plantio que cavei com a enxada Chaka foram a resposta. Depois de escavar, apliquei esterco de gado de boa qualidade em cada reservatório e enchi até a metade com solo. (Nota do editor: se os agricultores utilizarem esterco de má qualidade, como é comum em muitas partes da África, a produção será menor). Logo após as primeiras boas chuvas, plantei as sementes e enchi as sementeiras. As sementeiras retiveram muita água. Assim minha lavoura pôde crescer muito rápido.

Além disso, as plantas jovens tinham muita comida, porque o esterco nos reservatórios não foi levado pelas chuvas como o fertilizante é levado dos sulcos de galauza. As raízes também puderam ir mais fundo e seguir a umidade quando havia seca. Mas os meus vizinhos que haviam usado galauza estavam com problemas. Os sulcos ficaram sem água durante a seca. A lavoura deles murchou, pois suas raízes não penetraram na camada compactada.

Apresentador: Mas a sua lavoura teve bons resultados? Isso parece um grande sucesso!

Agatha: Sim, algumas pessoas começaram a dizer que eu estava usando bruxaria! Mas a única magia que usei foi a agricultura de conservação. Por isso, decidi ensinar muitas pessoas sobre os benefícios da agricultura de conservação. Para isso, viajei para as regiões vizinhas de Katamanda, Mapala, Mafuta e Vizenge. Também convidei todos os interessados para virem até aqui ver o que eu estava fazendo.

Apresentador: Mas este não era o seu trabalho. É trabalho do agente de extensão rural.

Agatha: Você tem razão. Mas às vezes as pessoas se convencem mais rapidamente quando ouvem de um colega agricultor. Eles não haviam seguido o que a Vainess ensinou e, por isso, colheram fome. Eu também tinha fome na minha casa. Mas agora ela passou, graças ao conselho da Vainess. Achei que era minha obrigação convencê-los sobre a agricultura de conservação. Eu não podia ficar vendo as pessoas passarem fome – especialmente as crianças!

Apresentador: Ah, isso é comovente. Mas que sucesso você teve no seu trabalho?

Agatha: Ainda não era fácil fazer com que as pessoas abandonassem as suas velhas práticas. Mas aqueles que me ouviram e adotaram essa forma de agricultura desenvolveram-se da mesma forma que eu. Normalmente apelo para minhas colegas mulheres para que adotem a agricultura de conservação. Elas muitas vezes são oprimidas pelos seus maridos e outras são pobres viúvas que não têm dinheiro para comprar fertilizante.

Apresentador: Vainess me disse que você agora está envolvida em outro projeto de agricultura de conservação que está sendo promovido pelo programa Pesquisa para Uso.

Agatha: Sim, é verdade.

Apresentador: Qual é exatamente o seu envolvimento nesse projeto?

Agatha: Este programa, na verdade, é um aperfeiçoamento da enxada Chaka para o rasgador, que é um tipo de arado que abre uma cova profunda e estreita na qual as sementes são plantadas. Isso significa usar bois de arado e aumentar o tamanho do campo. É bom porque o programa Pesquisa para Uso quer retirar a nós, agricultores pobres, da pobreza e fome sem fim para termos prosperidade e segurança alimentar doméstica. Esse projeto nos treinou em muitas práticas de agricultura de conservação apropriadas para uso com rasgadores e bois.

Apresentador: Conte um pouco mais sobre esse programa.

Agatha: O projeto fornece a agricultores selecionados um boi e um rasgador para ajudá-los a aumentar o tamanho de seus campos. Mas, para ter o benefício desse programa, você precisa seguir todas as regras da agricultura de conservação. Elas incluem não queimar lixo nem resíduos de safras, escavação antecipada dos reservatórios de plantio, plantio antecipado, rotação de culturas e assim por diante.

Se você já tiver um boi, o projeto dá outro para que você tenha um par completo para puxar o rasgador. Se você não tiver bois, você precisa comprar um boi antes que o projeto possa dar o outro. Você deve também aumentar a sua área de agricultura de conservação. Quando você acabar de preparar os seus campos com o rasgador, você deve estar disposto a arar para outros agricultores vizinhos e que desejem praticar a agricultura de conservação.

Apresentador: Você disse que muitas pessoas estavam relutantes em adotar a agricultura de conservação porque a enxada Chaka era pesada e diferente da enxada manual comum. Como as pessoas reagiram ao rasgador que utiliza a força dos bois de arado?

Agatha: Muito bem, na verdade. Veja, as pessoas consideram os bois uma propriedade da casa, por isso muitos se interessaram. Mas nem todos puderam beneficiar-se desse programa ao mesmo tempo porque o projeto tinha recursos limitados. Por isso, o projeto transformou-se em um fundo rotativo. As primeiras pessoas beneficiadas devem pagar o boi em parcelas. Essas parcelas ajudarão a comprar mais bois para os outros. Mas o rasgador é de graça.

Apresentador: O conceito de força de boi de arado na agricultura de conservação deve ser completamente novo para algumas pessoas. Como foi possível garantir o sucesso do projeto?

Agatha: Com treinamento! Cada novo participante passa primeiro por treinamento sobre como lidar com bois: como alimentá-los adequadamente, como garantir que eles sejam saudáveis e como treiná-los para puxar ferramentas agrícolas.

Esse treinamento é tão completo que até eu consegui. Primeiro, treinamos o boi para ficar sob a corrente e o garfo. Depois, levamos o boi para andar para os campos para que ele reconheça o seu futuro local de trabalho. Depois disso, treinamos o boi a puxar um tronco e, em seguida, um carro de bois. Depois fazemos com que ele puxe o rasgador.

Apresentador: como os agricultores da região se beneficiaram depois que você recebeu o boi e o rasgador?

Agatha: Eles se beneficiaram muito. Mais de trinta me abordaram para rasgar os seus campos nesta estação. Por isso, já rasguei meu campo e tenho tempo suficiente para ajudá-los.

Apresentador: Mas ajudar os outros deve consumir muito do seu tempo e esforço. Você faz isso de graça?

Agatha: Não exatamente. Cobro deles um valor muito pequeno pelos meus serviços. Dependendo do tamanho do campo, às vezes simplesmente peço uma galinha ou alguns amendoins ou milho se eles não tiverem dinheiro. Meu objetivo é incentivar o máximo possível de pessoas a adotar a agricultura de conservação.

(Sons de bebê diminuem)

Apresentador: Estou surpreso por você ter feito tanto. O que você diria para outras mulheres que poderão pensar que você está fazendo o trabalho dos homens?

Agatha: Elas estão perdendo tempo se pensarem assim. Na agricultura de conservação, não existem homens nem mulheres. Quando muito, eu diria que a agricultura de conservação é especialmente boa para residências chefiadas por mulheres, pois ela reduz o trabalho do cultivo. Mas os benefícios são incríveis!

Veja, muitas mulheres nas áreas rurais enfrentam grandes desafios para encontrar dinheiro para insumos caros como fertilizante. Mas a agricultura de conservação incentiva práticas de conservação da fertilidade do solo e promove o uso de composto, esterco de gado e o plantio de árvores como musangu e Gliricidia sepium, que aumentam a fertilidade do solo.

Fora do microfone: (voz do chefe, chamando) Sra. Ngoma, Sra. Ngoma, apresse-se! Você é a próxima!

Agatha: Desculpe, você precisa me dar licença agora porque preciso voltar para ver meus sacos sendo pesados no armazém do mercado. Mas eu gostei de falar com você porque sei que você vai colocar no rádio e muitas outras pessoas aprenderão sobre agricultura de conservação.

Apresentador: Sim, eu vou. Vá até lá e obrigado!

(Passos apressados, bebê choramingando)

Apresentador: Bom, o que mais posso acrescentar? Uma mulher que assume o papel de provedora de sua família: controlando bois, rasgando o chão duro e ajudando os outros a superar a fome e a pobreza com a agricultura de conservação.

Mas eu preciso terminar e testar isso também!

É claro, estarei de volta com você na próxima semana, no mesmo dia e no mesmo horário. Portanto, aguarde o que vou trazer da minha experiência com os bois e o rasgador!

Vinheta de encerramento por cinco segundos e fade out

Créditos:

Contribuição de Filius Jere, Produtor, programas de rádio para agricultores, Breeze FM, Chipata, Zâmbia.

Revisão: John Fitzsimons, Professor Associado, Desenvolvimento e Planejamento Rural, Universidade de Guelph, Canadá.

Fontes de informação:

  • Agatha Ngoma, pequena agricultura, aldeia de Kasakula, Chefe Chanje, Chipata, leste de Zâmbia.
  • Vainess Zulu, Agente de Extensão Rural, Chefe Chanje, Mkanda e Mshawa.
  • Mary Mumba, Diretora Executiva, Associação para o Desenvolvimento das Mulheres de Chipangali, Chipata, Zâmbia, 27 de maio de 2013.
  • Gllies (Panos Sul da África), Programa Pesquisa para Uso – Z, a/c Pelum, Lusaca, Zâmbia, 3 de abril de 2010.
  • Musonda/Banda, Universidade de Agricultura de Conservação, União Nacional de Agricultores de Zâmbia, Zâmbia, 19 de março de 2012.

A Rádio Rural Internacional (Farm Radio International) é uma organização canadense sem fins lucrativos dedicada a apoiar emissoras de rádio em países em desenvolvimento para fortalecer comunidades rurais e a agricultura em pequena escala.

Segundo a organização, o material da Rádio Rural Internacional pode ser copiado ou adaptado para distribuição gratuita ou a preço de custo, com crédito para a Rádio Rural Internacional e para as fontes originais.

Esta versão em português é um trabalho voluntário, independente da organização e oferecido gratuitamente para as emissoras de rádio dos países de língua portuguesa. O texto foi traduzido para o português do Brasil, mas pode ser adaptado com facilidade para o português falado em outras partes do mundo (para dúvidas sobre os termos empregados, utilize o formulário de contato em https://radioruralportugues.wordpress.com/creditos-e-contato/).

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